terça-feira, 6 de julho de 2010

BEBER E PILOTAR

Não condeno ninguém que goste de beber. Eu bebo desde os meus 17 anos, hoje tenho 36. Agora mesmo enquanto redijo este texto, estou bebendo cerveja geladinha, ouvindo a Rádio Rock Riders, uma delícia! Mas estou sentado na frente do PC. Não estou dirigindo ou pilotando uma moto ou qualquer outro veículo. Se errar, aperto o "delete" e está tudo certo.

Confesso que já bebi e pilotei uma moto, várias vezes. Porque na maioria dos encontros, passeios em grupo e locais que nós motociclistas freqüentamos, é comum bebermos e depois pilotarmos.

Dizem que "conhecendo nosso limite e não o extrapolando", não faz mal a ninguém. O problema é conseguirmos "parar de beber" antes que esse limite chegue. No meio da festa, com os amigos e tal e opa, chegou a minha hora agora devo parar. Balela. No fundo, todos sabemos que isso é muito difícil de fazermos. Estamos no agito bebendo e vamos indo até não querermos mais e não até o "nosso limite chegar". Sem contar que cada um tem o "seu limite".

Pior ainda quando bebemos e vamos pilotar em grupo, em comboio. Já imaginou, um "piloto bêbado" cai e leva alguns junto com ele.

Uma vez num passeio que fiz junto com vários motociclistas, presenciei uma mulher que estava pilotando sua Shadow 750 totalmente bêbada, ia para lá e para cá na pista. Coisa de doido. Quase caiu, mas num momento de sobriedade, parou numa cidadezinha e foi dormir no hotel. Ainda bem. Já imaginou o que poderia ter ocorrido com ela?

Já ouvi motociclista dizer: "Tranqüilo, com o vento na cara passa a bebedeira, sossegado, moleza". Se somos adolescentes podemos até achar graça desse tipo de comentário. Mas somos adultos e motociclistas. E muitos de nós pais de família que rodam com a esposa na garupa.

Nosso hobby já tem seus riscos por si só. Aumentá-los é idiotice.

Descobri há alguns anos que um dos meus maiores prazeres é pilotar uma moto na estrada. E trabalhando com o Rock Riders algumas coisas ficaram muito claras em minha mente, são elas:

1 - Não beber e pilotar;

2 - Rodar sempre, sempre, sempre, com todos os equipamentos de segurança que eu puder;

3 - Espalhar os dois itens acima para quantos motociclistas der;

4 - Relevar as críticas e brincadeirinhas que irei certamente ouvir e receber daqueles que se julgam melhores e inatingíveis.

Autor: Policarpo Jr - 37 anos, motociclista há 12 anos.

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