sábado, 29 de outubro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

DOGMA E CIÊNCIA


Você teria coragem de frear esta coisa a 250 km/h???

Ciência e dogma

O conceito de dogma é normalmente associado à religião, porque são aquelas teorias para as quais o argumento mais sólido é o famoso: “é assim porque Deus quer”. Não tem dados estatísticos, comprovação científica, experimentação, nada, apenas uma decisão teocrático e pronto!

Felizmente para contrapor aos dogmas e teocratas existe a ciência e os cientistas, que ao longo dos anos criam ou alteram o conhecimento humano à medida que avançam as técnicas de experimentação e observação. Muitas teorias aceitas menos de 50 anos atrás hoje já foram derrubadas ou alteradas. A própria teoria do equilíbrio das motos está sob suspeita. Até hoje acreditava-se que as motos e bicicletas se equilibravam pelo efeito giroscópico provocado pelas duas rodas em movimento. No entanto um recente estudo do professor americano Andy Ruina derrubou essa teoria ao criar uma bicicleta que isola o movimento giroscópico por meio de contra-rotores. E a bicicleta se manteve equilibrada assim mesmo... Segundo o professor, a bicicleta se auto-equilibra pelo contra-esterço automático da roda dianteira, mas isso é um assunto espinhoso que darei o link no final para observação.

Como o desenvolvimento científico nunca pára é natural que alguns conceitos que antes pareciam insofismáveis hoje sejam considerados errados. Se isso acontece em matérias tão exatas como astronomia, engenharia e Física, imagine o quão mutante podem ser as teorias menos “estáveis”. Uma das mais aceitas teorias do Einstein, sobre a velocidade da luz ser a maior possível, está em vias de ser derrubada após a descoberta da velocidade dos neutrinos.

Nesta categoria de menos estáveis, posso incluir, literalmente, a pilotagem de carros e motos. Recentemente um artigo de minha autoria causou verdadeiro caos na comunidade internética, especialmente nos fóruns, ao derrubar o mito do freio-motor como agente contribuinte nas frenagens de emergência. Até entendo que às vezes um mal entendido pode ser resultado de um mal explicado. Mas na verdade percebi que as críticas mais severas foram redigidas de forma tão grosseira que prefiro acreditar que tenha sido um surto epidêmico de incapacidade de interpretação de texto. Afinal, não podemos ser responsabilizados pelo que as pessoas entendem, mas somente pelo que explicamos.

Portanto vou retomar o tema “frenagem” para esclarecer o assunto. Em primeiro lugar é bom que se separe os dois tipos de frenagem: a programada e a de “emergência”. Assim mesmo entre aspas, porque um bom motorista/motociclista não deve se permitir uma situação de emergência. O verdadeiro motociclista/motorista de alto nível se mantém tão antenado a ponto de estar 100% a par de tudo que se passa à sua volta.

A frenagem programada já foi detalhada na última coluna, clique para ver. Vou detalhar como funciona a frenagem de emergência, aquela que o motociclista precisa parar no menor espaço possível.

Primeiro, saiba que a frenagem é uma aceleração negativa, portanto é um dado exponencial e não absoluto. Se uma moto a 100 km/h freia em 35 metros não significa que a 200 km/h percorrerá 70 metros até parar. A distância certa será por volta de 150 metros, dependendo de uma série de variáveis como atrito, pneu, suspensão etc.

Por isso é perigoso achar que vai conseguir frear uma moto em alta velocidade só porque ela tem sistema ABS. Nada disso, o fator velocidade é determinante na hora de frear.

Mas a grande confusão ocorre por causa do velho conceito equivocado do freio-motor. Para começar freio é freio e motor é motor, punto e basta! Portanto não existe (em veículos leves) o tal freio motor. O que existe é um leve efeito redutor do conjunto motor-câmbio. A confusão foi provocada lá atrás, nos primórdios dos automóveis, quando os freios eram acionados por travões rígidos e usavam sapatas de lona contra um cilindro, chamado de tambor ou panela. Os freios eram péssimos e aqueciam com facilidade, causando fadiga por calor, chamado de “fade”.

Para enfrentar longas descidas, alguns veículos pesados contavam com uma caixa redutora de marchas para que o motor ajudasse a segurar a velocidade das rodas. Nos carros com motor dois tempos – sim, existia carro 2T – havia um sistema batizado de “roda presa” que servia como auxiliar nas descidas, pois o motor 2T tem baixa taxa de compressão e o motor não conseguia conter a velocidade só pela redução.

Hoje em dia os modernos caminhões contam com sistemas eletrônicos de auxílio de frenagem, não existe mais carro 2T nas linhas de produção e o câmbio automático se popularizou, limitando a ação redutora do motor/câmbio. Em compensação os freios são hidráulicos, a disco, com sistema anti-travamento e sistemas eletrônicos de controle de pressão.

Em suma: se os veículos mudaram – para melhor – é aceitável que as técnicas de pilotagem também mudem. Pena que as pessoas não mudaram e continuam acreditando em velhos conceitos.

No caso das motos, especialmente as esportivas que chegam a mais de 16.000 rpm no motor, falar em freio-motor é um retrocesso. Não se usa o motor para frear em uma situação de parada no menor espaço. Se o motociclista tentar frear reduzindo marchas a roda traseira travará facilmente iniciando a derrapagem. Além disso, com o motor a 9.000 rpm não há como reduzir a velocidade da roda traseira, que em vez de frear a moto vai acabar empurrando. Tem mais: o câmbio de moto é sequencial e não seletivo. Para reduzir da quinta marcha para a terceira é preciso passar pela quarta. Imagine uma moto a 120 km/h, em sexta marcha, aí na hora de frear o motociclista precisa: acionar a embreagem, reduzir para quinta, soltar a embreagem, acionar de novo, reduzir para quarta, soltar, acionar de novo... até chegar na primeira marcha!!!

Por outro lado, se o motociclista “matar” o motor acionando a embreagem, ele só faz duas operações: apertar a embreagem e frear!

O jeito certo de parar uma moto (e carro) no menor espaço possível é acionar a embreagem e comandar os freios, começando pelo traseiro e passando para o dianteiro. Pronto. E desafio qualquer pessoa a frear no menor espaço possível reduzindo as marchas enquanto freia.

Para perceber o quanto o motor atrapalha a frenagem, faça uma experiência bem simples. Engate a primeira marcha e solte a embreagem no plano. Deixe a moto (ou carro) ganhar velocidade sem usar o acelerador. Depois tente frear sem usar a embreagem. O motor “empurra” a roda e não deixa o veículo parar. Basta apertar a embreagem que o veículo pára imediatamente.

Quando explico isso no curso SpeedMaster de Pilotagem sempre aparece alguém que pergunta: “mas professor, porque nas corridas os pilotos reduzem as marchas na hora de frear? Não é para melhorar a eficiência da frenagem?”.

Não, não é. Os pilotos não param as motos antes de cada curva, eles PROGRAMAM a frenagem e só reduzem a marcha para que o motor tenha rotação na saída de curva. Tem nada a ver com a eficiência da frenagem.

Uma observação: nos scooters, equipados com câmbio automático CVT (por polia variável), quando se solta o acelerador nas frenagens a embreagem “desacopla” e deixa como se o motor estivesse em marcha-lenta. Por isso é preciso forçar mais os freios e consome mais pastilhas e lonas. O mesmo que se repete nos carros automáticos.

Por fim queria lembrar que os artigos levam em conta a maioria das motos atuais, que usam freios comuns, com ou sem sistema ABS, e sistemas separados de freio. Não adianta me escrever afirmando “é, mas nas motos com dual-CBS funciona diferente”. Sim, funciona, porque o sistema “pensa” e faz tudo sozinho, mas eu não posso especificar cada modelo de moto produzido no mundo sob risco de passar o resto da vida escrevendo!


A explicação para a bicicleta sem efeito giroscópico está aqui: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bicicleta-sem-ciclista-teoria-equilibrio


Fonte: www.motite.blogs.sapo.pt

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ANDE NA CONTRAMÃO


Sim, é isso mesmo. Ande na contramão.

Mas, calma, deixe eu explicar primeiro.

Uma dos fatores que aumenta o risco de um acidente é a quebra da rotina. Claro que muitos acidentes ocorrem em situações rotineiras, em seu trajeto habitual; até mesmo por conta de um "relaxamento" que pode ocorrer nestas circunstâncias. Mas também é verdade que o risco aumenta bastante quando somos envolvidos por uma situação nova que quebra essa rotina.

Quero chamar a sua atenção especialmente para aquelas coisas que envolvem todo mundo, que tomam conta das pessoas e influenciam o trânsito de um modo geral. Nessas horas, seja diferente, ande na contramão; pode ser a sua única chance de escapar.

Sabe aquela véspera de feriado em que todo mundo está desesperado para pegar a estrada e aproveitar o sol na praia? Já percebeu como todo mundo fica tomado pelo mesmo sentimento?
Já se viu preso em um engarrafamento, com o trânsito bloqueado por um acidente, e todo mundo inconformado de estar ali?

Já curtiu um feriado de carnaval em que todo mundo relaxa e só pensa em festa, exagerando um pouco na bebida e na busca por diversão?
Pois é, é nessas horas que é preciso ir na contramão. Situações desse tipo tiram as pessoas de sua maneira normal de reagir. As emoções, condicionadas pelos eventos externos, movimentam as pessoas numa direção até previsível. Pode ser a raiva de estar preso no trânsito, ou a ansiedade pelo feriado, ou a descontração de um fim de semana na praia; o que há em comum em todas estas situações é que elas influenciam fortemente nossas atitudes e podem levar a situações de risco para o motociclista.

Então, quando você perceber que está todo mundo estressado com o trânsito, mantenha a calma e redobre a atenção. Quando a ansiedade por pegar a estrada estiver dominando os motoristas a sua volta, seja prudente e fique preparado para lidar com atitudes impensadas de alguns. Quando todo mundo estiver bebendo demais é a hora em que você mais precisa estar sóbrio e atento, pois o risco de um idiota bêbado cruzar o seu caminho aumenta. Quando o clima de diversão e descontração faz as pessoas baixarem seu nível de atenção é hora de ir na contra-mão e ser cuidadoso.

Você não precisa andar com medo ou deixar de se divertir, mas é bom estar atento a essa quebra de rotina e mudança de humor que altera o comportamento dos outros no trânsito. Em alguns casos, como uma comemoração de uma vitória da seleção num jogo da Copa do Mundo (coisa rara ultimamente) pode até ser melhor nem sair de moto mesmo.

Não entre no clima. Ande na contramão.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

6º ANIVERSÁRIO DO COMANDO DO ASFALTO MC


O Comando do Asfalto MC tem a honra de convidar a todos os motociclistas e motoclubes para comemorarmos juntos o 6º ANIVERSARIO DO COMANDO DO ASFALTO.

Datas: 28, 29 e 30 de outubro de 2011
Local: Chácarra Bela Vista (Serra Negra)
Cidade: Bezerros/PE

Org.: Comando do Asfalto MC

Apoio: Darck Angel MC, Muganga MC, No Limit MG, Stop Motos, Eletro Sorte, Gráfica Lima, Léo Motos.


Contatos:

Duran (Pres. Regional) - (81) 8834-7555 / (81) 9726-9855

Paulo (Diretor Comunicação/Recife) - (81) 9867-2089 / (81) 8646-9197

Augusto (Presidente/Caruaru) - (81) 9705-7015 / (81) 9455-1431

Ana Paula (Vice-presidente/Caruaru) - (81) 9710-6907 / (81) 9479-8043


PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

Dia 28/10/11 - Sexta-Feira

18:00 - Recepção aos Motociclistas
19:00 - Churrasco 0800
20:00 - Som Mecânico
21:00 - Show com a Banda Netos de Raul (Acústico)

Dia 29/10/11 - Sábado

09:00 - Recepção aos Motociclistas
10:00 - Inscrições dos Motoclubes
11:00 - Tenda Eletronica (DJ)
12:30 - Feijoada 0800
14:30 - Show com a Banda Os Tio
16:30 - Tenda Eletronica
18:00 - Oração do Motociclista
18:30 - Show com a Banda Sou Pernambuco
21:30 - Show com a Banda Netos de Raul
22:00 - Churrasco 0800
23:00 - Som Mecânico
23:30 - Forró Pé de Serra
01:30 - Encerramento da noite.

Dia 30/10/11 - Domingo

08:00 - Café da Manhã 0800
08:00 - Som Mecânico
11:00 - Churrasco 0800
11:00 - Forró Pé de Serra
13:00 - Despedida aos Motociclistas
14:30 - Encerramento do Evento


Sosteles Filho
Diretor de Comunicação
Comando do Asfalto MC

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O MOTOCICLISTA PENSADOR


O horizonte está a sua frente, a moto desliza suavemente, porém com muita valentia corta o vento. O “Piloto” vai conduzindo à “máquina” pela estrada, revestida com seu manto negro e sinuoso.
Mas os seus pensamentos voam em outro horizonte. Deixou para trás um passado cheio de alegria, porém também com tristeza. Mas segue o seu destino em busca de um novo mundo, mundo este que fatalmente irá ser melhor.....

A cidade em que morava o “Piloto” vai ficando no passado, deixou acontecimentos ricos e pobres.

O “Piloto” viveu neste lugar chamado “esperança” por longos anos e sua vida transcorreu em um mundo de sonho, sempre esperando um acontecimento que iria fazer com que sua vida tivesse uma mudança em seu espírito de forma surpreendente, apesar de que também houve mudanças, não tão surpreendente, mas positivas.

Voltando para o mundo real, avista um posto de gasolina a beira do manto sagrado, o seu coração sorriu, pois poderia por pouco tempo apagar seus pensamentos.

Encostou a “máquina” e a desligou. Poderia colocar os seus pés no verdadeiro chão e sentiu o calor através do seu corpo.

Entrou no pequeno bar que estava ao lado do posto e imediatamente começou a ser observado pelas pessoas que lá estavam.

Assim pode fazer uma pausa na viagem dos seus pensamentos. Mas logo voltou ao manto sagrado para tudo começar de novo a viagem para outro horizonte..........


Texto: José Carlos Chaddad.

www.blogdochaddad.blogspot.com

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A HIERARQUIZAÇÃO (E A INQUIETAÇÃO!) DA INFORMAÇÃO


Caros amigos, companheiros de jornada, usuários de veiculos de duas rodas, gente diversa e versada em discutir sobre como desfrutar da motocicleta, do espirito do motociclismo e dos relacionamentos em grupo.

A maneira como fui educado diz muito sobre o que penso a respeito do mundo hoje, e penso que seja assim para qualquer pessoa. Não ter tido pai, acredito embora não seja especialista em psicologia freudiana, se reflete na maneira com a qual encaro ordem e organização. Isso diz muito sobre mim.

Deveria aproveitar esse momento para detalhar as sensações sentidas e as experiências vividas, mas não consigo desdizer o que afirmei anteriormente. Afirmava que a meritocracia teria sucumbido ao autoritarismo, mas mesmo depois de tudo resolvido percebo um certo resquício de autoritarismo, posto que em nenhum momento, e apenas no meu ponto de vista, foi defendida a não-hierarquização da informação.

Houve defesa de todos os tipos, resolução dos problemas pessoais, retomada da liderança, concientização dessa mesma liderança e até a tentativa de superação da crise. Consolidação das decisões, demonstração de afeto, de companheirismo, depoimentos emocionados que beiravam acusações, todos finalmente aliviados, exceto eu mesmo.

Sempre digo que quero ser igual a maioria, ao cidadão médio, aquele que pensa como a massa e que as vezes não tem nenhuma observação a fazer, cobro até as vezes esse tratamento. Mas nunca dá certo. O cérebro inquieto fervilha de idéias e de observações as vezes pertinentes, as vezes não. Ninguém é perfeito mas eu sou o mais imperfeito dos seres. Ser perfeito não queria, bastava ser comum, mas me parece impossível.

O que eu realmente queria, acredito, era estar errado. Não que eu nunca esteja errado, ao contrário eu erro bastante. Mas dessa vez eu realmente queria errar, não ver o que vejo nem sentir o que eu sinto. No meu entender ainda há mudanças na definição do objetivo, afim de limitar a área de atuação e a influência do público no particular.

Vou esperar a constituição de fato, os novos documentos, antes de emitir um julgamento errado sobre as decisões de homens emocionados e avidos por continuarem caminhando juntos. Comungo desses sentimentos. Sinto falta do bando também. Mas minha cabeça não está preparada para mais atitudes radicais. Me pergunto as vezes se não estou sendo infantil ou ate mesmo covarde. Se não estou servindo de estorvo ao crescimento e amadurecimento do grupo. Só o tempo vai me dizer isso.


E assim, vou andando só, em dupla ou em bando sempre que der, sem forçar e sem sofrer e sem culpa.


Texto: Joel Gomes – Acadêmico das Ciências Sociais e colaborador de blogs sobre motociclismo

terça-feira, 18 de outubro de 2011

DO YOU WANNA DANCE?

Caros amigos, companheiros de jornada, usuários de veículos de duas rodas, gente diversa e versada em desfrutar de motocicleta, do espírito do motociclismo e dos relacionamentos em grupo.           
           No momento certo eu explico esse título. Primeiramente gostaria de enfatizar que não preciso lembrar a nenhum dos senhores a sensação de andar de motocicleta. Mas insisto: a viajem Recife-Maceió é fantástica, se desconsiderarmos o trecho de 3 quilômetros em Palmares: muito buraco, muitos caminhões carregados de cana-de-açúcar e muito perigo.
            Mas as benesses de ser motociclista e de ser boa gente começam logo na primeira parada. Sem colete, ficava difícil ser tido como motociclista ligado a um moto clube, se não fosse o fato de estar acompanhado de uma motociclista próspero de um moto clube conhecido e a bolha da minha Kansas ter alguns adesivos. Eis que vem um integrante de um grande moto clube vem e me cumprimenta. Combinamos de seguir juntos, pois ele não gosta de andar rápido, mesmo numa Boulevard, e minha amiga eu estamos com o motor refeito, em fase de amaciamento. Casou o gosto com a necessidade.
            Como não sabíamos onde seria o evento, já que nem ela nem eu tínhamos ido ao Maceió Cycle anteriormente, deixamos que o nosso companheiro ligasse para alguém o recepcioná-lo e ai pegaríamos a carona. Assim aconteceu. No fim da tarde ainda demos um passeio em grupo pela orla de Maceió. Muito bom.
            O evento em si parecia meio vazio, o camping tinha pouca gente e achamos que ia ser desanimado à noite. Mas não foi bem assim. Encontramos Pernambucanos, andamos pelos stands, o velho Chileno estava lá, e quando a primeira banda entrou já não cabia nem moto nem pessoa dentro do pátio de exposições. Das três bandas do evento destaco a segunda, pelo estilo de música, e pela desenvoltura do guitarrista. Fantástico.
            Pode-se dizer que a noite foi bem tranqüila, apesar de ter rolado um atrito entre três rapazes e alguns membros de um dos moto clubes participantes do evento, e eu não recebi o abraço amigo que sempre ganho, fazer o que? Aceitar. Uma amiga me diz que algumas coisas não são para entender “são para aspirar como essência, ou nem assim” diria Drummond.
A única ressalva que eu faço é para o camping: de 0 a 10, daria nota 4. Estava limpo e tinha ar condicionado mas também muito barulho até umas 5h da manhã, impossibilitando o sono. A primeira coisa que ouvi quando deitei foi “eu perguntava: do you wanna dance?”, frase da musica do Roupa Nova interpretada por uma voz feminina...
            Com o motor amaciando, a chegada foi em cima dos 80Km/h, e a volta não podia ser diferente. Pela manhã de domingo, saímos para ver as praias, ao menos as próximas. Paramos em um restaurante para tomar café da manhã, as 10h. Na entrada, a garçonete nos atende mais o dono do restaurante nos observa, o que me dá uma certa aflição, então, fiz uso de minha simpatia para que ele se aproximasse. E não é que descubro mais Pernambucano ou “Alambucano” como ele mesmo se denomina, perdido entre as BRs de Maceió?
            A baixa qualidade de alguns trechos da estrada atrapalha um pouco, mas como tenho por regra “devagar e sempre”, fomos e voltamos sem nenhum atropelo. Saldo positivo poder-se-ia dizer, mesmo sendo na maior parte do trecho apenas duas motocicletas. Poucas paradas, tranqüilidade mesmo. E mesmo preferindo andar em bando, há momentos onde se tem um efeito parecido sem as benesses da estrutura do moto clube. Quase tudo e possível.

            E assim, vou andando em dupla e em bando sempre que der, sem forçar e sem sofrer. É isso.
           
Texto: Joel Gomes – Acadêmico das Ciências Sociais

CONFIRMADO A 5ª TEMPORADA DE SONS


É oficial. O FX deu uma luz verde parágrafo Quinta Temporada de 13 Episódios de Sons of Anarchy. A notícia da Renovação surgiu Hoje não Filhos-de-Anarchy.net: Via FX Para divulgação imediata

Ninguém suja com SAMCRO

Temporada Orders FX quinto de seu Hit Sons of Anarchy Aclamado DramaSérie é cabo Basic Series # 1 Drama Scripted Entre 18-49 e AdultosSérie FX é maior audiência sempre7 Todos os novos episódios Remain Este Temporada Airing terças-feiras às 22:00 ET / PTCom Season Finale Quatro Airing 29 de novembro

LOS ANGELES, 17 out 2011 - FX encomendou uma temporada episódio 13 quinto de sua Sons hit aclamado drama de anarquia, de 21 e Fox Productions FX, anunciou John Landgraf, presidente e Gerente Geral de Redes FX, Estrelado por Charlie Hunnam, Ron Perlman e ao Globo de Ouro ® Award vencedor Katey Sagal, Sons of Anarchy está tendo sua melhor temporada ainda do ponto de vista de classificação. É atualmente a série dramática # 1 script em todos os cabo básico, e é a série de maior audiência já no FX. Em uma base de primeira execução, a quarta temporada está com média de 5,8 milhões de telespectadores totais e 3,9 milhões de adultos 18-49, aumentos de 30% e 26%, respectivamente, versus terceira temporada. Em uma base multi-telecast semanal, quarta temporada tem uma média de 9.000.000 espectadores totais e 6 milhões de adultos 18-49.

A série tem mostrado consistência notável semana a semana. O episódio de estréia da quarta temporada (9/6/11) foi o programa mais assistido na história da FX, com 6,5 milhões de espectadores Total. Episódio da semana passada (episódio 6, 10/11/11) foi o episódio de maior audiência nos últimos quatro semanas (Live + no mesmo dia).

"Todos na FX é muito grato a Kurt Sutter, sua escrita muitos, dirigindo e produzindo colaboradores e seu elenco magistral para fazer uma série tão convincente e muito bem trabalhada", disse Landgraf. "Não é um desafio pequeno para trazer os temas de uma peça grande, antiga, como Hamlet em um cenário de televisão totalmente original e contar esta história complexos de uma forma que é ao mesmo tempo cativante e acessível a um público amplo. Os fãs sabem muito bem como SOA atende a esse desafio, e agradecemos a eles por sua audiência fiel e apaixonada. "

Sete totalmente novos episódios permanecem na atual temporada SOA arejar a quarta terças-feiras às 22:00 ET / PT. No próximo episódio de Sons of Anarchy ("Fruta para a Crows", 18 de outubro de ET 10:00 / PT), trata SAMCRO com as conseqüências de uma ameaça de morte feita contra Tara.

Sons of Anarchy foi criada por Kurt Sutter, que também serve como produtor executivo juntamente com John Linson, Linson Arte e Barclay Paris. A série é produzida pelo FX e Fox Productions 21.

Fox 21, liderado pelo presidente Bert Salke, é uma empresa de produção alojados dentro Twentieth Century Fox Television dedicado a fazer criativamente série ambiciosa script para o mercado de televisão por cabo, bem como shows improvisados ​​para as redes de cabo e broadcast.

FX é o carro-chefe geral de entretenimento da rede básica de cabo Fox. Lançado em junho de 1994, FX é realizada em mais de 98 milhões de lares. A programação diversificada inclui uma lista crescente de série original distintivo e filmes, uma biblioteca de filmes criada com filmes sucesso de bilheteria da 20th Century Fox e outros grandes estúdios que são executados em horário nobre e uma impressionante linha de série de sucesso adquiridas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

LATA VELHA!



Esta é uma homenagem a todos vocês (e eu claro) que tem kansas, estas ordinárias e amadas motocicletas que nos fazem sentir sensações ao extremos!
Abraços e boa semana amigos!



E aqui uma homenagem aos meus irmãos, que dividem momentos únicos entre si!
Obrigado a vocês por fazer parte de minha vida, e obrigado por permitir que eu faça parte da de vocês!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CULTURA CUSTOM

Customização de motos ganha espaço aliada a tatuagem e grafite

O artista Caju, observando um de seus trabalhos customizadosO artista Caju, observando um de seus trabalhos customizados
 
A Cultura custom (um termo misto para cultura da customização) é toda obra - pintura, estilização, desenho, tatuagem ou grafite - feita sob medida, de maneira artesanal, através de técnicas cujo resultado é autoral. Pode parecer um termo ligado somente à quadros, muros, obras de arte. Mas uma das cultura custom mais conhecidas hoje no mundo - e que tem espaço inclusive no Brasil - é a feita em peças de motos e carros.

Muitos nem imaginam como é o processo artístico dessa customização. Se você assiste ao "American Chopper" - programa norte-americano protagonizado por Paul Teutul Sr. e seus filhos, exibido por aqui pelo canal pago People & Arts - já deve ter ouvido falar nesse trabalho.

Mas segundo um dos pioneiros na customização de motos no Brasil, Fabiano Depercia, mais conhecido como Caju, o que se passa no reality show é bem diferente do que os customizadores vanguardistas fazem: "Minha escola é da linha vintage, mais de época, que tem como base o que se fazia em motos da década de 1940 e 1950. Era uma customização mais artesenal. Eu cultivo essa cultura da 'old school', que não tem um acabamento perfeito como a do 'American Chopper'. Quando o cliente pede isso eu não faço, indico quem faça essa linha de catálogo que a série mostra, 'new school', mais contemporânea".

Caju morou em Nova York, onde adquiriu mais conhecimento e referências sobre este tipo de arte e pode expor suas criações com renomados designers. Sua oficina fica no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo, e tem clientes famosos "superexigentes", como o chef Alex Atala, o paisagista Gilberto Elkis e o estilista Ricardo Almeida. Ali, o artista diz que coloca "a mão na graxa e elabora projetos exclusivos com pinturas especiais e peças com design sob medida".
Técnica da vela: a impressão é de que o calor do motor queimou o tanqueTécnica da vela: a impressão é de que o calor do motor queimou o tanque
Até aí tudo certo. Mas quando você adivinharia que essa arte envolve ainda tatuagem em tanque de moto? Ou grafite de um artista sobre o quadro de outra? As ideias se deixam levar pela criatividade: "Essas motos que o Caju me encomenda faço com ele a mão, com pincel, não com aerógrafo. Foi uma loucura no começo, pois nunca imaginei que um dia eu tatuaria num tanque de moto!", diz rindo o tatuador Maurão, que tem o próprio ateliê em São Paulo e trabalha com tatuadores conhecidos do meio, como Maurício Theodoro. "Um dia, o Caju chegou com um tanque nas mãos e me pediu pra fazer um esboço na moto para ver no que ia dar. Aí, desenhei com lápis, mesmo. Curti tanto o resultado que depois testei com pincel, nanquim e tinta e, hoje em dia, posso dizer que faço arte em tanque de moto".

Ficou curioso? Eu também. Por isso, bati um papo com o Caju e seus parceiros de trabalho para entender melhor esse processo que mistura arte e motor:

S: Expliquem melhor essa história de tatuar em moto...
Caju: O Maurão tem uma linha de desenhos, a "Mister Cartoon" [um tatuador americano conhecido por suas famosas caveiras, gângsteres etc.]. Ele faz uma arte "street", mais underground. Sentei com ele e disse que não queria usar aerografia [técnica feita com spray], pois se faz muito mundo a fora, e sugeri de trabalharmos com nanquim. A gente deu o nome nesta técnica de "inked", o mesmo processo de uma tatuagem, mas feito com nanquim.

Maurão: Tô adorando essa técnica que inventamos. Eu desenho na moto e ele finaliza com o verniz para o desenho ficar marcado como uma tatuagem, para sempre. Sempre fiz tela e já fiz shape de skate, mas tatuar num tanque é uma arte diferente de todas.
Sem acarretar problema de dirigibilidade, pneu cross substituiu os comuns para moto modelo CustomSem acarretar problema de dirigibilidade, pneu cross substituiu os comuns para moto modelo Custom
S: Caju, pelo visto, seu trabalho ficou muito mais artístico do que uma simples customização...
C: Meu objetivo é transformar tudo que passa pelas minhas mãos em obras que dialoguem com a personalidade do dono. Na verdade, desejo que as pessoas, quando verem um trabalho meu, identifiquem pelo trabalho em si e não por uma assinatura ou logomarca. Minha filosofia é não seguir uma moda mas cultivar uma cultura, sabe?

S: E quais são suas referências?

C: Olha, Sarah, acredite ou não a maior referência é tudo que eu vejo que me interesse em diversas áreas artísticas. Na culinária, na arquitetura, no paisagismo, nas artes plásticas, reparo em qualquer tatuagem também, enfim... Em tudo, menos na motoclicela. Por exemplo, um cliente queria um capacete que tivesse um formato de brigadeiro (o doce) e a gente fez, no começo eu não queria fazer de jeito nenhum, mas no fim rolou uma aerografia, e fizemos tudo texturizado, como um chocolate granulado, "à la Vik Muniz" total! (risos)

S: Ele também é uma referência então?

Sim, claro. Inclusive eu conheci o Vik Muniz* quando morei em Nova York. Uma de minhas ideias é fazer um tanque artístico cheio de bitucas de cigarros bem inspirado na arte dele ou misturar tinta com condimentos. Imagina um moto estilizada com cristais? (risos) Curto muito também o trampo do Nuno Ramos**.
O brilho das peças cromadas foi retirado com esponja de lavar louça e a pintura estilo Inked finalizou a motoca do próprio CajuO brilho das peças cromadas foi retirado com esponja de lavar louça e a pintura estilo Inked finalizou a motoca do próprio Caju
S: Tem coisa que você não faz?
C: Vem muita gente que, com todo respeito, não tem noção do que é a cultura custom e só porque assiste ao "American Chopper" quer fazer um monte de coisas nada a ver com a minha linha. Outro dia, um cara queria uma moto dégradé, vindo do laranja e chegando no vermelhão, mas eu não queria uma moto feita por mim desse jeito na rua. Indiquei uma pessoa. Como eu disse, o que quero é presevar a cultura da customização.

S: Fala um pouco mais de sua relação com o grafite...
C: Fora o Maurão, meus parceiros de trabalho são o Magoo (artista plástico e ilustrador) e o Markone (grafiteiro e tatuador). No caso do grafite, eu faço o seguinte: pego um tanque de moto e deixo no tanque uma tinta que absorve os pincéis que o artista usa em cima. No caso do grafite, uma cor clara pra ele grafitar. Depois envernizo pra proteger e lacrar o trabalho feito. Peço pra ele grafitar como se fosse um muro, mas em tamanho reduzido, com temas que o cliente me passou.

DA CUSTOMIZAÇÃO PARA O GRAFITE

O artista plástico e ilustrador Magoo, que tem obras expostas em galerias como a Choque Cultural, em São Paulo, trabalha com aerografia automotiva há muito tempo e explica as diferenças entre este trabalho e o do grafite: "Eu faço trabalhos em carros de corrida, motos e capacetes... Minha trajetória é inversa: comecei na customização - faço aerografia há 20 anos - e depois fui pro grafite. O que faço é adaptar meu estilo pro tamanho e pra técnica. As peças de aerografia automotiva que tenho expostas na Choque Cultural, por exemplo, são telas de ferro ou desenhos em chapas de metal e peças de carro. Ao contrário da maioria dos artistas que está na Choque Cultural. Eles fazem paredes e telas mais robustas, com spray, em escala maior. E, por conta de minha especialização original, sempre fui fiel à "pintura custom" em motos e carros. Minhas telas têm pigmento especial para carro, são polidas com máquinas especiais de tratamento e acabamento de pintura automotiva.
Detalhe evidencia mistura das técnicas trabalhadas Detalhe evidencia mistura das técnicas trabalhadas
S: Não é muito comum isso de passar para a tela o que você tem da cultura de aerografia em carros, né, Magoo?
M: Não, hoje em dia me mantenho fiel ao lance das pinturas de carro, mesmo se estou expondo em galeria. É minha obra de arte.

No entanto, o grafiteiro Markone prefere apenas grafitar as paredes das oficinas de Caju e de seus clientes e explica a diferença: "Costumo fazer desenho em grande escala, grafito na rua, um trabalho mais minuncioso como aerografar no tanque, eu já fiz mas hoje eu grafito os muros, customizo ambientes. Customização é você se adaptar ao suporte em que está pintando, seja um tanque, um tênis, uma pele ou uma parede... Você sempre cria de acordo com o suporte. O Magoo não faz o trabalho com spray - grafite tradicional que eu faço - ele curte fazer trabalho em peças, eu prefiro parede e assim a gente vai unindo o que cada um faz de melhor na sua linha de arte".

S: Pra finalizar, Caju, queria ter uma ideia de quanto tempo vocês demoram pra customizar uma moto...
Ah! Depende. Tem a customização simples, que seria uma pintura apenas. Uma média em que trocamos uma roda, criamos um desenho e pintamos; e uma grande. Neste caso, eu estilizo tudo. Desde o chassi, o quadro, passando pelo tanque... e aí dura até 4 ou 5 meses. São muitos detalhes e tem o lance da segurança, né? A moto tem de estar artisticamente incrível, com uma pintura estilosa, mas tecnicamente também. A motorização tem de estar perfeita, e dessa parte eu cuido na oficina também.

Fica aqui a dica pra quem tem motos ou apenas curte este tipo de arte. Você pode encontrar os trabalhos dos artistas entrevistados acima nos seguintes links: http://www.ffmotorcycles.com.br/,
www.myspace.com/markone78, www.fotolog.com/magoo_mcfly e www.fotolog.com/mauro13

Por Adriana Guivo:

(*) Vik Muniz é ao mesmo tempo escultor, desenhista, pintor e fotógrafo. Da mesma forma que Nuno, acumula um sem fim de objetos – sejam eles descartados ou desejados pela sociedade de consumo – organizados de maneira a construírem uma imagem figurativa em papel fotográfico. Retrata diversos ícones de reconhecimento instântaneo, das artes plásticas ou de celebridades, numa linguagem bem contemporânea e de fácil apreciação. Constrói, então, Elizabeth Taylor com pedras preciosas e a Alice, de Lewis Carroll, com minúsculos brinquedinhos plásticos; a Medusa feita de molho de tomate, crianças cortadoras de cana feitas de açúcar e personagens do samba construídos com restos de um desfile de Carnaval. Há críticos que questionam a validade de sua obra, por ser uma fórmula técnica, enquanto outros, ao contrário, avaliam a ironia de cada imagem como fator mais relevante de sua produção.

(**) Nuno Ramos, artista da geração 1980, evidencia o orgânico dos materiais que utiliza em suas imensas telas abstratas. Centenas de elementos, colados sobre a superfície da lona, desafiam a lei da gravidade e parecem sempre prontos a despencar diante de nossos olhos. Há um exagero nessa superposição, seja pelos quilos de tinta ou pela dimensão dos objetos inseridos: suas obras pesam, seja fisicamente ou como sensação. Ainda assim elas se mantêm em equílibrio, também pelas questões cromáticas da composição.