sexta-feira, 31 de maio de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

SIMPLISMENTE "PREAKEIROS MC"


Fico muito feliz quando movimentam a cena pernambucana e nordestino nas mídias, mais fico indgnado com o desprezo das mídias pernambucanas com o nosso movimento, chega a ser preconceituoso o descaso conosco até mesmo no dia a dia nas ruas, mais todo o descaso e preconceito caí por terra quando encontramos nas estradas queascenam felizes por ver aquelas pessoasfelizes passando por elas principalmente as crianças que nos pagam com belos sorrisos e gritos de entusiasmo.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

MOTOS & DÉCADAS



Passeando pela internet, dediquei algum tempo dando uma olhada nos diversos sites, bloggers e comunidades que falam sobre motos e motoclubes nas decadas de 50, 60 e até inicio de 70. Rebuscando um pouco mais além, algumas coisas tambem sobre a decada de 40. Percebe-se que muita coisa mudou e outra permaneceram iguais no passar do tempo.

Pouca historia deixou registro real sobre os clubes brasileiros, sendo que boa parte dessa historia é contada a partir de temas soltos, resgatados na propria internet, e devidamente "floreado" ou adaptado por quem o escreve, sempre com muito do ponto de vista pessoal do autor do texto... Claro que muitos registros são precisos, principalmente no que se refere aos nomes em destaque nas corridas de motos. Mas, fora isso, boa parte perdeu-se definitivamente no tempo.

Convem frisar que nas decadas de 50 e 60, havia uma boa distinção entre as varias regiões do país, quase sempre cada uma com suas caracteristicas unicas,independentes e isoladas, e isso incluía tambem a pouca cultura motociclistica da época. Assim, o que acontecia no Rio de Janeiro, era completamente desconhecido do que acontecia no Acre, ou até mesmo o que acontecia em São paulo, era desconhecido do que acontecia em cidades muitas vezes localizadas a menos de 300 kms da capital. Não havia comunicação e muitas vezes nem sequer estradas, e a informação nem sempre chegava.

Restavam apenas as informações conseguidas nos cinemas que era o meio mais "preciso" de se saber as novidades.
Porém eram novidades de dois, tres quatro o mais anos atrás, e principalmente, americana... A cultura dos motoclubes, que ja existia em alguns lugares como no Rio de Janeiro, (desde 1 927), nem sequer era sabida de sua existencia, no interior de São Paulo. Uma moto era apenas uma moto e em grande parte das vezes nem sequer sabíamos quantas cilindradas tinha.

Assim como hoje, aos poucos, foi-se sabendo da existencia de grupos, chamados de motoclubes, na época, Moto Club ( americano), e foi quando a ideia foi se disseminando, POREM, a ideia americana. Assim ainda isoladamente, grupos começam a se formar, usando uma ideia americana em uma realidade brasileira. Muito diferente dos ideais americanos, os MC começam aparecer, mais como associações que como MC. Voltados aos passeios em grupos, a soliedariedade, a beneficiencia e principalmente a ostentação, quando era "bonito" fazer parte de um MC.

As inspirações, ainda continuavam nos filmes americanos ou nas revistas que faziam referencias ao Café Racer ( o bar), em que apareciam os motoqueiros com sua maquinas inglesas de guidão baixo. Foi quando se começou a falar em "cilindradas", potencias, modelos, etc.
Na decada de 60, com as motos voltando a serem temas de Hollyood, começa aqui no Brasil uma nova fase. Agora ja então bem mais exigente, ainda inspirada nos filmes, criando então o romantismo dentro do motociclismo brasileiro, que durou até o final dos anos 70. Nova mudança no perfil do motoqueiro brasileiro, que ja não mais queria andar sujo de graxa, óleo e poeira, preferindo usar sua moto, impecavelmente trajado.

Foi nessa época que surgiram alguns clubes, que tentavam copiar e manter-se nos moldes dos clubes americanos pós guerra, entre eles o Zapata em SP, (63), e mais tarde o Balaios no RJ, (69), usando então a filosofia da irmandade. Diferenciavam-se do estilo romantico que fazia época... Porem, as situações eram diferentes. Enquanto la fora, havia um motivo para a irmandade fechada existir, aqui se copiava o modelo, sem a origem, ou seja, apenas se copiava e adaptava porque era bonito.

A ideia se propagou na decada de 70, surgindo então diversos motoclubes ( ja com o nome abrasileirado, de Moto Club, para Motoclube), que rapidamente se propagou, sempre seguindo os modelos americanos, porem, com uma filosofia totalmente diferenciada. Ainda se mantinham alguns habitos importados, que se perderam totalmente no final dos anos 80 e na decada de 90, chegando até os dias atuais, praticamente sem mais nada do pouco importado pelos pioneiros.

Finalmente chegamos a epoca em que se perdeu completamente as identidades dos clubes, e se mudou completamente o perfil do motoqueiro, com a criação de tipos específicos e alguns até mesmo discriminativo, até chegarmos ao motoqueiro de revista. De certa forma, voltamos ao inicio, quando a revista, os almanaques e o cinema eram as fontes das novidades. Hoje temos as revistas, os videos e a internet, firmando uma nova geração de motoqueiros, que sabem quase em tempo real, tudo que surge, ainda nos Estados Unidos, e teóricamente procuram adaptar à realidade atual do Brasil. São os motoqueiros de revistas. que tem na teoria, sua base mais sólida de motociclismo.

E ainda graças a facilidade de comunicação, hoje vemos até o processo inverso acontecendo, quando americanos copiam padrões brasileiro, ja sendo comum ver em terras do tio Sam, mcs funcionando mais como associações que como MC.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

ATENÇÃO E BOM SENSO SEMPRE


Já tivemos aqui no blog, há algum tempo, um tópico sobre cuidados na trilha em que uma moto e um carro batiam de frente. Neste vídeo são duas motos; tres, na verdade, pois o da frente escapou da pancada mas caiu também. Só para lembrar que você não está sozinho na trilha e que nem todo mundo anda no mesmo sentido. Cabeçudo.


Fonte: www.blog-do-tiozao.blogspot.com

segunda-feira, 13 de maio de 2013

CILINDRADAS CARDÍACAS



O tema é recorrente, porém sempre está sujeito a uma nova impressão, seja ela técnica, política ou meramente poética.

Integrar um grupo de motociclistas é muito mais que apenas ter uma motocicleta.
É ter o espírito alimentado pela liberdade, pelo companheirismo e pela solidariedade. Entre as impressões acima citadas, fico com a poética pelo fato de traduzir melhor o real intuito que nos une como reais irmãos de estrada.

A ótica técnica é cartesiana e competitiva, levando em consideração o domínio da máquina sobre o homem, independente de sua destreza em pilotar. Potência do motor, sistema de freios, aerodinâmica, etc, são os principais aspectos a serem admirados na busca de quebra de tempos e recordes nas competições, coisas irrelevantes no âmbito dos Moto Clubes.

No campo político a motivação pode estar associada a ânsia pelo poder e por uma certa rigidez hierárquica que pode ofuscar o prazer em fazer a reunião de todos os membros, tornando os encontros um exaustivo cumprimento de protocolo.

Obviamente que a existência de um estatuto é extremamente salutar e norteador para as ações do clube, acentuando o compromisso, compartilhando responsabilidades e evitando abusos de seus membros em detrimento ao grupo. Poeticamente (poèsis, do latim), remete a ideia do "fazer". Do fazer com prazer guiado pela estética, pois o belo agrada nossos sentimentos e, sob a ótica aristotélica, funde-se a lógica e a ética.

Como dito acima, integrar um grupo de motociclistas é muito mais que apenas ter uma motocicleta. Veja o caso de um rapaz que se deslocou de sua cidade, de ônibus, motivado em participar de um aniversário de um Moto Clube. Fato meramente normal se o mesmo não tivesse como seu meio de locomoção uma cadeira de rodas. Outros deslocam-se confortavelmente em seus automóveis servindo como carro-de-apoio ao grupo.

Esses são pequenos exemplos que comprovam que o grande objetivo é reunir motociclistas e simpatizantes numa confraternização onde as conversas, boas gargalhadas, música agradável, comidas e bebidas, formam o substrato propício para o sucesso dos eventos, servindo como uma válvula de escape da correria estressante do dia a dia. As cilindradas das máquinas podem variar bastante, mas todos possuem a mesma quantidade de válvulas no coração.

Isso é o que vale e o que conta, pois são a bicúspide e a tricúspide que trabalham em conjunto com nossos batimentos cardíacos e nos tornam aptos a pilotar, a namorar, a sonhar, enfim, a viver.


Texto: Rogério Francisco Vieira

quarta-feira, 8 de maio de 2013

CUIDADO ONDE PARA!


Já foi falado antes sobre o perigo das colisões traseiras para os novatos e veteranos também, mas sempre é bom lembrar. Este vídeo é uma boa ilustração sobre o perigo de parar atrás de outro carro. Sempre opte por parar nas laterais; não da para garantir que não vai acontecer nada, mas é melhor do que virar sanduiche.


Fonte: www.blog-do-tiozao.blogspot.com

segunda-feira, 6 de maio de 2013

NAS RODAS DA HISTÓRIA


Sempre gostei de observar a história e acompanhar suas varias fases. Não seria diferente com o motociclismo. Não diria que as mudanças são boas ou ruins, para melhor ou pior, diria apenas que apenas são mudanças.

Muitas vezes, nas rodas de amigos, surgem referências ao que costumamos chamar época de ouro do motociclismo, e muitas vezes somos questionados sobre o porque de nunca rodarmos com grupos. Nada temos contra grupos, pelo contrario, uma das imagens que, particularmente, mais curto ver é exatamente um grande grupo rodando pela estrada.

O que diferencia para nós do Black Horse, é a época. Para nós, moto ainda continua sendo símbolo da liberdade sem fronteiras... A sensação de se rodar solo, tendo apenas e tão somente a estrada pela frente, parando onde e quando quiser, permanecendo ou seguindo de acordo com a vontade, saber que podemos entrar a direita ou a esquerda no proximo cruzamento, desviar ou não do caminho, é insubstituível.

Quando eventualmente rodamos juntos com o Clube, sabemos exatamente o que cada um quer ou gosta de fazer, o que nos torna uníssonos e permitindo rodar milhares de quilometros sem uma unica preocupação sequer.
A falta de um "regime", de obrigatoriedades, de horários, de compromissos, nos remete aos bons e velhos tempos, onde a moto era apenas para rodar. Fazer amigos ou encontra-los era uma consequencia inesperada , e até acontecia, mas era uma eventualidade.

Os tempos mudaram e a motocicleta assumiu um papel social. Aos poucos a liberdade foi sendo esquecida e substituida por ações mais modernistas. Não boas e nem ruins, apenas diferentes. De um simbolo da liberdade, tranformou-se num elo de ligação, num meio de expansão social.
Foram aumentando os grupos, os grandes comboios começam a tomar forma, os eventos sociais proliferam e o que antes era apenas uma estrada sem fim, começa a ter um final, ou seja, não se roda mais para rodar e sim para chegar em um determinado ponto.

As obrigações começam a fazer parte do cotidiano motocíclistico e ja não basta mais uma velha calça jeans e uma jaqueta de couro surrada... Surgem roupas estilizadas, calçados especificos e com as novas tendencias motociclisticas, começa a despontar o apelo da mídia em cima de grandes marcas de acessorios.

E as mudanças vão se generalizando, ocupando paginas de novas revistas especializadas, bares que até então eram apenas bares frequentados por motoqueiros, ganham a nova denominação de ' bar tematico", voltado ao novo estilo.
Grandes marcas, até então produtoras de motocicletas apenas, embarcam na mudança de época e começam a produzir em função do novo estilo.
Algumas marcas que duraram anos, desaparecem, sucumbidas pela falta de clientes. O velho motoqueiro de espirito livre, esta desaparecendo.

O estilo ja em nada lembra os anos dourados do motociclismo. A mudança foi radical, a ponto de não mais se reconhecer o velho motoqueiro.
O novo motoqueiro, ganhou limites, equivalente ao dia a dia de trabalho. O social se tornou a peça fundamental de ligação entre ele e sua moto.
Surgem os grande grupos virtualmente formado, alguns de marcas, outros de modelos, onde cada um é o que escreve ser. O velho motoqueiro, se transforma numa frase virtualmente transmitida aos quatro cantos do mundo.

Novas terminologias, novas expressões, enfim, tudo novo ou tudo renovado.
Os clubes, aos poucos vão se extinguindo, dando origem a uma cópia sem sentido dos velhos clubes de motoqueiros, menos no Brasil, onde ja começaram de uma forma diferenciada, esses muito mais clubes sociais que de motoqueiros.
E assim segue a estrada da época, passando fase por fase, mudando, criando ou adaptando a outras realidades, acompanhando a evolução ( ou involução), da humanidade.

Alguns jovens, buscam no passado inspiração para o presente, e procuram se manter firma nas trilhas dos anos dourados, coisa que não é facil. mas felizmente, são esses jovens, solitarios, ou em seus clubes que farão com a historia não se perca totalmente.
Como esta no inicio da postagem. época melhor ? Pior? Não sabemos.
apenas diferente.
quem sabe daqui a cinquenta anos, não seja essa atual, a chamada época de ouro do motociclismo.
e certamente tambem não será melhor e nem pior, apenas diferente.