quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

UM POUCO DE LETRAS!

 
A justa maneira de todo mundo saber quem tu és, não é por ti, é pelas pessoas que te conhecem. Não percas teu tempo em contares tuas glórias e conquistas, poupe-nos, serão mais bem caracterizadas e valorizadas se as descobrirmos por outrem.

Se te consideras uma pessoa de princípios, atitudes e comportamentos compatíveis com os bons valores de moral e ética, não os apregoem em alto e bom som, deixe que teus atos no dia-a-dia os anunciem por si só.

Se te consideras importante e muito conhecido, não se comportes como tal, viva de forma simples, com modéstia e humildade, e deixe que alguém, algum dia, surpreendentemente o elogie ou faça menção sobre ti.

Se te consideras conhecedor e dono da verdade, guarde-a pra si, e procure outras, muitas outras, pois quando encontrares, saberás que mesmo muitas das grandes verdades têm prazo de validade.
Simples sabedoria. Incansável e persistentemente tem que ser a nossa busca para um bom viver, e pra todo o mundo.

Que passa pelo ponto de compreender que uma vida pode ser simples e mesmo assim bela e maravilhosa.
E que tudo que precisamos pra isso acontecer, está ao nosso alcance.
Simplesmente saiba viver.
 
Autor: Reinaldo Brosler

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

VALE A PENA VER DE NOVO "QUEM SOMOS NÓS MOTOCICLISTAS"


Seres em constante movimento, pertencentes a diversas “tribos”?
“Tribos” formadas por trilheiros em pura lama. Por algumas supersports que achamos que vimos. Vimos? Por profissionais realizados com a Harley dos sonhos num sábado ensolarado em estrada com a pista impecável. Por alguns moto adventurers que querem chegar ao fim do mundo. Por bikers e trikers por todas as curvas deste planeta, rumo a inúmeros eventos e destinos em pleno movimento.

Quem somos nós motociclistas?Compreender este movimento é compreender a própria Natureza.
A Natureza de todas as paisagens por tantos caminhos entre planaltos, planícies, depressões e montanhas.
Da natureza que não basta descobrir o que realmente somos, da natureza que devemos descobrir o que realmente podemos ser. Como motociclistas e seres do bem.
Por qual meio “enchergamos” esta descoberta? Por nossos olhos? Por nosso cérebro? Ou pela capacidade das sinapses entre os neurônios do hipocampo de armazenarem as informações? Segundo a neurologia moderna.
Qual parte ou partes da nossa biologia vê o mundo?

A conectividade de todos os nossos sentidos nos fazem adquirir uma consciência individual sobre todas as coisas.

Se o nosso objetivo é nos tornarmos melhores como pessoas, do bem, solidária com seus semelhantes, minimizando sentimentos ruins, como ódio, inveja, vaidade perniciosa, desmedida ambição, que atropela a tudo e a todos, ferindo sentimentos e ludibriando a boa-fé dos outros, então devemos desenvolver a nossa própria consciência e elementos para isso.

As grandes mudanças vêm da neutralização do Inconsciente Coletivo residente em nossa sociedade, quando conseguimos influenciar sinergicamente o que é gerado por todos, na média de seus pensamentos, sentimentos, sonhos, pesadelos, ações e atitudes.

“Examinai todas as coisas, e retende o que é bom”. (São Paulo)

As nossas fronteiras mais distantes como seres humanos, são exatamente as que nos estão mais próximas, as do nosso próprio corpo, a nossa consciência e da parte de nós de que são feitos o pensamento e entendimento da realidade.

“Quem somos nós que vivemos de desatar os nós das gargantas e juntar esperanças e procurar saídas e levantar bandeiras e adiar partidas. Quem somos nós que dizemos sim querendo dizer não e que balançamos as idéias quando alguém pede perdão. Quem somos nós feitos de emoções, intenções, intuições, mas que também dizemos palavrão quando não cabe uma canção. (…) Quem somos nós que temos muitos colos, calma e paciência, mas que muitas vezes perdemos isso em busca da própria existência. Quem somos nós que desejamos muito mais do que carinho, comida, teto e paz. Que olhamos pra frente sem nunca deixarmos de olhar pra trás. Quem somos nós aqui, neste exato presente? Folha, galho, raiz ou semente? Quem somos nós, além de sermos gente?” (Paula Taitelbaum. Trecho retirado de seu livro, “Mundo da Lua”)
Somos motociclistas, seres em pleno movimento.

Prepare a sua tribo para o “ataque” e vença muitas “batalhas” por tantos lugares a se encontrar.

"Livre Arbítrio", você faz a sua hora, o seu dia, a sua vida. "Seja Feliz."



Fonte: www.universomotociclistico.blogspot.com

Texto de autoria do Reinaldo Brosler, motociclista e administrador do site Riders Of Freedom

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ESPELHOS RETROVISORES PEQUENOS PODEM OU NÃO?

 
Eu posso até estar equivocado, mas precisariamos ter acesso a todas informações constante no auto de infração, contudo, trago abaixo uma das possibilidades de autuação perfeitamente cabível mas que pode ser objeto de recurso com bem explicado.
 
Artigo 230 CTB: Conduzir veículo:
 
lX - Sem equipamento o brigatório ou estando este ineficiênte ou inoperante.
X - Com equipamento obrigatório em desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN.
Xll - Com equipamento ou acessório proibído.
 
Infração - Grave
 
Penalidade - Multa $ 127,69 (cinco pontos na CNH)
 
Medida Administrativa - Retenção do veículo para regularização
 
Quando por exemplo, um motociclista coloca em sua moto espelhos retrovisores menores, um policial ao pará-lo pode fazer a multa amparado pelo artigo acima e em qualquer um dos parágrafos lX, X ou Xll. Veja que existe amparo legal para que o agente/policial faça a multa, porém no ítem 1 do parágrafo lV da Resolução 14 de 06/02/1998 CTB,diz que motocicleta, motoneta e ciclomotor é obrigado ter espelhos retrovisores de ambos os lados, mas não diz nada com relação ao tamanho, portanto tendo os dois espelhos, a multa perde sua legalidade, além do mais o responsável por esta multa deveria ser o fabricante dos espelhos, ja que para fabricar qualquer acessório utilizado em qualquer tipo de veículo automotor, tal fabricante deveria por lei consultar antes os órgãos de trânsito para obter autorização ou não, como ocorre com capacetes e escapamentos por exemplo.
 
Os exemplos acima são alguns dentre muitos que precisam ser revistos e alterados no Código de Trânsito Brasileiro, já que são motivos que dificultam não apenas o trabalho dos agentes de trânsito como também a vida dos motoristas na hora de fazer um recurso, além das interpretações e decisões dos membros das JARI que julgam esses recursos. Tem-se ainda a questão dos inúmeros processos transitando nos foruns de todo país, que por divergências interpretativas de advogados de seguradoras e cidadãos envolvidos em acidente se arrastam por anos.
 
 
Texto: Profº Neto- Educador de Trânsito
 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

VALE A PENA VER DE NOVO "QUANDO A MODA DITA A IDENTIDADE"



Sempre rebuscando na memória e na história, e diante da facilidade da internet, sempre me deparo com textos, posts, murais, e comunidades dedicadas ao que deveria ser uma indentidade, seja ele grupo, mc, comunidade, lista, etc... De imediato me vem a lembrança de como era e de como mudou.

Final da decada de 60, as identidades eram as condições que um grupo tinha, onde caracteristicas comuns se agrupavam. Não dependia-se de uma marca de moto e menos ainda de um modelo. Não era importante que a moto fosse um 1450 ou uma 115....desde que seus pilotos tivessem alguns pontos comuns, entre eles a confiabilidade, lealdade e gostos.

Claro que a virtualidade estava longe sequer de ser imaginada, então tudo era real, visivel de fato.

Um grupo se distinguia pela direção que seus membros seguiam..independente aqui, se certos ou errados.

Não havia uma uniformização, onde todos deveriam usar um colete preto, ou um macacão colorido, botas x ou y, luvas dessa ou daquela, enfim, cada um usava a liberdade plena de estar como gostava, como sentia-se bem. Os conceitos que os uniam era superior a tudo. A importancia e o valor eram medidos pela maxima da lealdade entre os membros, de tal forma, que qualquer um colocava a vida nas mãos do outro, sem o menor temor.

Com o passar dos anos, a inversão dos valores, as mudanças de habitos, novos caminhos foram sendo codificados e os então neo motociclistas, usufruindo ja de uma variedade de marcas e modelos, principalmente de modelos, começam a caminhar com os passos do egocentrismo, onde oculto entre as vontades, estavam a de competir com qualquer outro que tivesse sobre duas rodas...

E começaram as formções de grupos, onde os principios basicos ja não contavam tanto, voltados mais a serem vistos, do que compartilharem entre si. Começa então a uniformização dos mcs, com parâmetros de beleza e de conduta. A liberdade de cada um ja pouco valia, pois havia algo que queriam mostrar a quem os vissem, e era o conjunto.

Finalmente, passada essa fase intermediária, surge o advento da virtualidade, e com a internet inicia o golpe fatal a todos os resquícios de princípios originais que ainda eram seguidos, alterando de vez , os rumos da historia. Surgem o primeiros grupos virtuais ja sem nenhuma identidade, surgidos de um teclado em algum lugar, até pelo fato de serem completos desconhecidos. E surgem até mcs virtuais, completamente fora de qualquer contexto da historia motociclistica. Para justificar, começam o grupos por marcas e modelos de motos, como se dessa forma uma identidade lhes fosse dada.

Convenhamos que então,que o que fazia a união dos primeiros grupos, ja se torna materia desconhecida, onde o que importa é o modelo ou a marca da maquina. Se conhece ou não o outro membro, é menos importante. O que importa é que o outro tem uma maquina igual a minha.

E o tempo vai passando, e quando se percebe, ja nem as marcas ou modelos importam mais. Um grupo de uma marca x, tem marcas n, z e c, e muitos deles, nenhum sequer daquele que da nome ao grupo.

A historia ficou para traz, os principios ficaram para traz, a cumplicidade existente no inicio, fica para traz, o orgulho de um brasão que conta uma vida, torna-se desconhecido e da lugar a desenhos rabiscados como se brasão fossem, e nos escondem-se atras de telas de monitores e teclados, na vã tentativa de preservar algo perdido ou ter a sensação de que fazem parte de uma espécie extinta.

A inversão dos tempos nos atingiu , e onde a identidade ditava a moda, passa a moda a ditar a identidade, sem identidade.

 
Fonte: www.blackhorsebr.blogspot.com

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

VALE A PENA VER DE NOVO "AS CURVAS DA MORTE"



Querido Afilhado, Joel,

Essa moça é mesmo o que se pode chamar de Máquina de fazer Defunto.

Quem não sonha com a caveira de Carbono?

Nós velhos leões mas, ainda na ativa, especialistas em curvas, bem que gostaria-mos de dar uma voltinha

Nesse paraíso, e quem sabe até ficar por lá.

Colocar o descanso de lado cair nos macios braços do perigo, sentir as carícias doces da morte e até arriscar um envolvimento mais sério?

É por isso que usamos a caveira.

Porque para nós, o buraco é sempre mais em baixo!

Em baixo mesmo.

Gostei especialmente dos sapatos dela, os biquines de muito bom gosto.

E as sardas: Essas são divinamente lindas

Aí, você me pergunta; Você viu mesmo a moça?

E eu lhe respondo; Hoje mesmo sonharei com ela!

Porque os leões estão a solta; e no asfalto!...

Um forte abraço felino, seu padrinho,


Vasconcelos " André "



Miau.....


Colaboração: Joel


Fonte: www.asletrasmortas.blogspot.com

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O TRÂNSITO E AS "CINQUENTINHAS"

 
Um dia, conversando com uma mulher, numa cidade do sertão pernambucano, ela condutora de uma cub de 125cc (não exatamente uma cinquentinha, mas cujo exemplo se encaixa perfeitamente nesse caso), achei interessante a sua afirmação: “placa de trânsito é prá carro.... nem olho...”. Ela também não tinha habilitação: “aqui não tem blitz!”, justificava.
 
É o mesmo entendimento geral do conceito “cinquentinha”: com elas todo pode!
 
É uma observação (a de que “tudo pode”) decorrente apenas da inépcia do Poder Público, uma vez que a legislação existe, mas nunca foi regulamentada. Segundo o Código de Transito Brasileiro:
 
Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição: (...) XVII - registrar e licenciar, na forma da legislação, ciclomotores, (...) fiscalizando, autuando, aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de infrações;
 
E ainda:
 
Art. 54. Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão circular nas vias: I - utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores;
 
E mais:
 
Art. 129. O registro e o licenciamento (...), dos ciclomotores (...) obedecerão à regulamentação estabelecida em legislação municipal do domicílio ou residência de seus proprietários.
 
E, por fim:
 
Art. 141. O processo de habilitação, as normas relativas à aprendizagem para conduzir veículos automotores e elétricos e à autorização para conduzir ciclomotores serão regulamentados pelo CONTRAN.
 
E, culminando em:
 
Art. 244. Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor: I - sem usar capacete de segurança com viseira ou óculos de proteção e vestuário de acordo com as normas e especificações aprovadas pelo CONTRAN; II - transportando passageiro sem o capacete de segurança (...); III - fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda; IV - com os faróis apagados; V - transportando criança menor de sete anos ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança: Infração - gravíssima; Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir; Medida administrativa - Recolhimento do documento de habilitação;
 
Ou seja, aos ciclomotores deveriam ter imputados todos os direitos, deveres e sanções previstos no CTB também para a motocicleta, inclusive registro do veículo e habilitação/autorização do condutor (ACC), com apenas uma condição básica: a sua regulamentação é MUNICIPAL.
 
E agora é que vem a discussão de interesse: na Capital e Região Metropolitana, onde geralmente existem órgãos municipais de trânsito, parece que nossos vereadores não se importam com essa regulamentação; no interior, onde geralmente nem órgão municipal para fiscalizar, existe, tirem suas próprias conclusões...
 
Por outro lado, a simples existência desse “caos das cinquentinhas” gera uma percepção errada pela sociedade comum: a de que a “moto” é irresponsável. Sim! Note que o entendimento comum da sociedade é de que aquilo ali que está se deslocando sobre duas rodas (“a cinquentinha” ), sem condição de tráfego, sem segurança alguma e, principalmente, completamente fora-da-lei, é uma “moto” e aí junta no mesmo saco, tanto a cinquentinha, quanto a reluzente importada de quase R$ 100.000,00.
 
Na hora de um acidente, ao registrar a vítima no hospital de urgência, a causa do acidente no boletim médico/polical fatalmente será: ACIDENTE COM MOTO. Essa simples e inocente observação numa ficha oficial, servirá de base para futuras pesquisas que apontaram os acidentes com moto são uma das maiores causas de internações/mortes no Brasil. E dái? Daí que o seguro obrigatório da moto de quem está real e legalmente correto, cumpre com suas obrigações e segue a Legislação, custará mais que o dobro de que a de um carro, já que “a sua moto” (lembre que você é regularizado, anda correto, é habilitado e paga seu licenciamento em dia) é a maior causa de acidentes no Brasil...
 
Porém não adianta permanecermos, enquanto motociclistas, apenas de corpo presente, ou de modo passivo, lendo essa e outras notas a respeito do problema que envolve a todos nós diretamente, e balançando a cabeça. O problema das “cinquentinhas” tem caráter Municipal e estamos justamente no momento certo de rever isso, uma vez que novos vereadores estão assumindo suas cadeiras nos legislativos municipais. Temos que provocar esse debate em cada Câmara Municipal, fazendo com que os Moto Clubes em cada cidade do interior levantem essa bandeira. As associações estaduais (AMO) também muito podem contribuir nesse diálogo. E este papel cabe, e deve, ser assumido por essas entidades que, a priori, representam a classe motociclista.
 
Por fim, peço desculpas por estar a algum tempo sem atualizar o o blog, por conta das festividades de final de ano tive que me ausentar pra me reciclar evoltar com a carga maxima! e aproveito pra desejar a todos os meus amigos e leitores um  ótimo 2013.
 
Texto: Dário Leite
Adaptação: Toninho