quinta-feira, 14 de setembro de 2017

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

VÁCUO


Quem de nós já não permaneceu durante um bom tempo atrás de um caminhão ou ônibus e sentiu no braço como é complicado segurar uma motocicleta? Isso é ocasionado pelo fenômeno conhecido como vácuo. No momento da ultrapassagem passamos por outra situação conhecida por "deslocamento de ar", nesse caso a orientação ao ultrapassar ônibus e caminhões é fazê-lo quanto mais distante melhor.

Embora não muito divulgado, é comum motociclistas se envolverem em acidentes provocados pelo vácuo de ônibus e caminhões, após um acidente divulgado fomos atrás dessa informação, a orientação abaixo é de autoria do Instrutor Amaral, em matéria divulgada para o Motoonline.com.br.

Por Instrutor Amaral:

Muitos me perguntam como podemos evitar um tipo de acidente causado por ventos e deslocamentos de ar enquanto transitamos com nossas motos principalmente em estradas e rodovias. Em primeiro lugar vamos entender o que são ventos e o que são deslocamentos de ar, pois parecem a mesma coisa, mas não são. Por isso os cuidados na pilotagem devem ser bem aplicados conforme nossas atitudes diante dessas condições adversas na condução de motos e assim poderemos colocar em prática as técnicas da pilotagem segura.

Vento – É um fenômeno natural, causado pela diferença de temperatura na atmosfera, movimentação de rotação e translação da Terra. Portanto, para o piloto não tem como fugir deles. Existem dois tipos de ventos que podem causar perigo ao motociclista:

1- Ventos Laterais

2- Ventos frontais

Os ventos laterais são os mais perigosos para a condução, pois eles vêm repentinamente, empurrando o motociclista e a moto para as laterais da pista. Os cuidados que se deve ter nesse momento é abaixar o corpo, deixando o vento passar por cima do piloto, evitando atingi-lo de lado e, sem dúvida, desacelerar, diminuindo a velocidade. Assim poderá sair de situações de risco, como ser empurrado para fora da estrada.

Existem regiões onde os ventos laterais aparecem em forma de rajadas. Nesse tipo de fenômeno natural é quase impossível evitar um acidente. Porém, pilotando preventivamente, observando se no local há sinalização indicando esse fenômeno, ou mesmo observando os sinais do ambiente, como árvores derrubadas ou deslocadas lateralmente, caminhões tombados sem uma aparente causa, placas de sinalização e de publicidade caídas na beira da estrada, não pense duas vezes em reduzir a velocidade e pilotar com calma. Rodovias ou estradas muito abertas em suas laterais são muito propícias a isso. Para rajadas de ventos laterais repentinas não há técnica defensiva e sim preventiva.

Os ventos frontais de que falamos são os causados naturalmente e não pela velocidade da moto. Percebe-se mais facilmente em modelos de motos com suspensões mais altas, como as trail. Ou seja, não é a moto que “corta” o vento, mas sim o vento que vai ao encontro da moto. Nesse momento o piloto sente a frente da motocicleta mais leve, sem estabilidade. Neste caso, o conselho defensivo é diminuir a velocidade e deixar o corpo mais a frente, concentrando peso à roda frontal e diminuindo assim a leveza causada pelo vento frontal. O conselho preventivo é ajustar a suspensão traseira da moto para uma pré-carga mais dura, dessa forma o pneu dianteiro ficará mais colado ao chão, deixando a moto mais estável nessa condição atmosférica.

Deslocamento de ar – Diferente dos ventos, o deslocamento de ar é causado por outros veículos maiores, como caminhões e ônibus, e não pela natureza. São quatro os tipos:

1- Deslocamento de ar positivo

2- Deslocamento de ar negativo

3- Turbulência

4- Vácuo

Deslocamento de ar positivo: É muito comum isso acontecer ao ultrapassar caminhões e ônibus. Tais veículos “empurram” o ar ao se movimentarem em velocidade. Assim esse ar deslocado é retirado da frente desses grandes veículos e jogado para o lado, isto é, ao lado de sua ultrapassagem. Dessa forma, o motociclista e sua moto são jogados positivamente, ou seja, para fora da via. O conselho defensivo é ultrapassar rápido e longe de caminhões e ônibus e o conselho preventivo é ter muita paciência e esperar o momento certo para ultrapassá-los. Esse efeito de deslocamento acontece também quando veículos passam em grande velocidade ao contrário de sua via. Dessa forma, ao vê-los chegando desloque-se ao lado direito da via o mais longe possível deles e amenize o efeito do deslocamento.

Deslocamento de ar negativo: este tipo de condição adversa é a mais grave, pois da mesma explicação dos efeitos do deslocamento de ar positivo, o ar deslocado para as laterais de grandes veículos “abraça” o motociclista que está ultrapassando o qual é sugado para debaixo desses pesados caminhões. Portanto, aproveite a vantagem da moto e ultrapasse rápido e fique longe desse espaço.

Turbulência e Vácuo: Sabe aquela frase escrita na traseira de caminhões e ônibus “mantenha distância”? É bom você saber que ela está ali por uma razão muito importante. Primeiro porque o ensinamento defensivo explica que se deve manter uma distância de seguimento entre 2 a 3 segundos atrás de qualquer veículo independente da velocidade dos mesmos. Se o veículo a manter distância for um carro mais pesado, ou se a via estiver molhada, esta distância deve ser dobrada ou triplicada. Isso vale para a moto, também.

É muito comum encontrar motociclistas trafegando grudados atrás de ônibus com o objetivo ilusório de se protegerem da chuva ou de ventos frontais. Dependendo da velocidade e da curta distância de seguimento do veículo da frente, acontece muita turbulência e, ao se aproximar demais, o motociclista poderá entrar no vácuo. Sim, vácuo, ausência de ar que evita atrito atmosférico e aumenta a velocidade da moto. Muitos acidentes fatais são causados por esta falta de atrito do ar. Não precisa o veículo da frente frear forte para que o motociclista estampe na traseira de ônibus ou outros veículos, pois o vácuo ajuda a empurrar a moto causando este tipo de acidente. Assim sendo, mantenha distância – e a fumaça do diesel é tóxica, saia de perto do bruto.


Fonte: http://www.expedicoeslatinas.com.br/

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

UM POUCO DE AR

     Depois de um bom tempo imerso resolvo submergir e fico um tanto surpreso com o que tenho presenciado nesse pouco tempo de retorno a duas rodas, tenho visto que a essência da cultura biker vem sendo engolida pela modernidade e tecnologia e isso era inevitável pois vivemos em constante evolução, mais será que lá atrás a idéia era essa em que vivemos hoje?


     Por tudo que leio e pesquiso da cultura biker vejo muitas diretrizes enraizadas em cada região geográfica mais aqui no Brasil temos uma mistura de todas e tipo uma mistura de água e óleo, onde o tipo de moto e potencia da moto definem os grupos sociais “não os mc” tenho visto o velho prazer morrer pela facilidade do dia a dia, e com isso alguns sinais simples entre pessoas também, esta e perdendo o prazer de mexer e aprender a fazer a manutenção de sua moto, esta se ficando mais individualista nas estradas, onde era algo mágico encontrar outro motociclista no caminho e se cumprimentar e fazer amizade, hoje me deparo com pessoas que cumprimentam outra pelo tipo de moto e ou pelo estereotipo dela e fico abismado com tal atitudes, e quando encontramos alguém parado na estrada simplesmente não sabem o que aconteceu com a moto porque não sabe o que o mecânico fez e aguardam o reboque, lembro-me muito bem de todos os perrengues que já passei e posso dizer com toda certeza que foi neles que aprendi o que realmente é o motociclismo old school , a geração passada ainda resiste quanto a modernidade enquanto nos classificados de jornais o alto numero de anúncios de vendas e trocas de motos são enormes e isso é totalmente diferente de um tempo atrás onde era um casamento a compra de uma moto, criava-se laço afetivo com a maquina e em pouco tempo até nome era dado as motos, hoje posso dizer que o amor esta um pouco esquecido e jogado de lado pela nova geração que se aproxima, e a necessidade de ter uma moto apenas para deslocamento e não por ideologia é gritante.

     Não sei o que espera de nós no futuro, mais estou prevendo que será uma festa enorme toda vez que um velho motociclista com sua moto toda surrada e de alta quilometragem chegar ao seu destino, ai eu pergunto, vale a pena perder o espírito para a modernidade?

     Ainda tenho esperança no surgimento de uma geração que desenterrará nossa cultura a fundo, pois não quero me tornar tão rápido um pedaço de texto contanto uma história ou uma foto pendurada na parede onde vão contar minhas historias como algo impossível de ser realizada no futuro cada vez mais presente.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ESTAMOS FICANDO OCULTOS


A certo tempo venho acompanhando uma resistência quase que surreal de uma classe de motociclistas tradicionais em resgatar a velha cultura custom com toda sua essência surreal já esquecida, encontro semanais em locais clássicos e sem grandes divulgações e alardes, festas cada vez mais fechadas, e viagens totalmente fora de rota dos atuais eventos proporcionados a atual geração.

Isso parece ser ótimo e difícil de ser compreendida pela grande maioria da nova geração e chega a dar impressão de uma formação de clube do bolinha, mais na realidade a anos atrás não tínhamos toda essa facilidade de comunicação e as festas eram organizadas e divulgadas no boca a boca e até individualmente clubes iam convidar outros pessoalmente tornando oficiais laços inquebráveis onde hoje foi perdido em algum lugar da história.


Tenho visto eventos “festas” organizadas em locais de difícil acesso e sem auxilio de mapas GPS e ou sinalizações no caminho, e simplesmente por boca a boca onde poucos chegam ao final e desfrutam de toda felicidade gerada pela dificuldade de chegar, desfrutar da vitória não é pra qualquer um mesmo, e ter o direito disso esta cada dia mais escasso e difícil.


A alguns dias esta pra rolar um grande evento que esse ano esta menos restrito e a grande interrogação que tenho é se vai preservar o glamour do ano anterior “bastante restrito” o Rodeo em São Paulo onde foi realizado ano passado com uma cara bem old shool com tudo que envolve a cultura custom e foi totalmente fora de serie, esse ano foi investido muito mais e claro em divulgação, agora nos resta aguardar para ver a repercussão que espero que seja melhor que a da edição passada, infelizmente ainda não consigo ir presenciar de pertinho mais pretendo em breve. E porque não começamos a realizar esse resgate aqui em nossa região? Um bom exemplo era a festa de aniversário dos Preakeiros MC.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

MEU AMIGO, O ACOSTAMENTO

(Foto pessoal)

Tem muita gente que se anima em ter uma moto antiga, ainda mais com esse monte de programa de televisão falando do assunto, achando que vai rodar tranquilo e feliz por ai. Pois bem, a vida real não é exatamente assim.
(foto autoral)

Sempre falo que moto antiga não é para ir, é para chegar! Como assim? Simples, faz sucesso quando você chega da estrada em um evento, mas para chegar não é fácil e as fotos abaixo são um exemplo disso, mesma moto, duas viagens, dois acostamentos ...

(foto autoral)

Indo para o evento dos Lobos em Boiçucanga a 46 começa a falhar, como era intermitente logo pensei na elétrica, ainda rodando tirei o cachimbo da vela do cilindro traseiro e ela continuou igual, ou seja, cilindro traseiro parou.
Como sou prevenido sempre levo para a estrada, além de algumas ferramentas, um jogo de velas, um cabo de vela, uma bobina e um cabo de acelerador. peças que se pifam você fica na mão por besteira Troquei a vela e a velhinha voltou a rodar como um relógio.

(foto autoral)

Pouco mais de um mês depois, indo para Sorocada no Lucky Day começa o mesmo problema, refiz o procedimento, tirei o cachimbo traseiro e, como da outra vez ,o cilindro traseiro estava "morto" Parei no acostamento e inconformado por ter queimado outra vela tão rápido e ainda ouvindo as gracinhas que sou pão duro e devia comprar ao menos uma vela de sete dias, troquei a vela e tentei seguir viagem mas o problema persistiu, fui checar se o cabo de vela não estava mal conectado na bobina e tomei um tranco que doeu até o cotovelo, encostei novamente ( e o trem de oito motos junto...) e reparei que estava pulando fagulha do cabo de vela para a capa da bobina, troquei o cabo de vela e continuei viagem, foi e voltou como um relógio.

Se quer ter uma moto antiga e rodar com ela, saiba que de vez em quando vai ficar no acostamento, só que se não tiver a mínima noção de mecânica e se não é precavido, vai voltar de plataforma várias vezes.
(Foto pessoal)

Observação: Faço deste relato o nosso diário de cada dia de quem tem motos antigas.

ANDAR DE MOTO ANTIGA É UMA ARTE, QUEBRAR FAZ PARTE !


Fonte: http://hdbobber.blogspot.com.br/

Texto: não identificado

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A RESSURREIÇÃO DO PRAZER - PARTE 1

O medo é um adversário muito difícil de ser vencido e até de ser compreendido pelas pessoas, mais, para superá-lo é preciso um pouco de tempo e também sangue frio. Algumas pessoas sentem-se desafiadas a cada sinal de perigo e isto é um tanto dolorido para uns, mas para outros “poucos” é algo prazeroso.

Há alguns dias colocamos a prova esse sentimento perigoso num passeio rotineiro - menos para um dos nossos que já até passou por situações adversas (mais em grupo) e desta vez passou, “digamos praticamente só”. Começamos nossa viagem rotineira com um convite inesperado e sem muita burocracia ou estudo de mesma forma foi aceito. Um detalhe no ato da confirmação: a empolgação e até o instinto natural tomou conta. Um dos amigos ao pegar o celular para avisar aos demais membros de seu mc e amigos foi prontamente repreendido: “NÃO chame ninguém” e dessa maneira, sem imaginar o que estava por enfrentar no dia seguinte e ficou tudo marcado.

O dia começa como terminou o anterior, muita chuva e tempo completamente fechado. Uma mensagem muito cedo me pegou de surpresa “muita chuva aqui, mais mesmo assim vamos né? Fiquei surpreso pela empolgação do amigo e também senti que lhe faria um bem danado muito mais do que a mim e claro respondi: “SIM tudo certo mesmo com chuva”.

O tempo melhorou, estiou, e na hora marcada saí de casa em direção ao ponto de encontro. No meio do caminho enfrento de cara um alagamento que quase cobre o motor da moto e já começo a viagem com os pés encharcados. Chegando ao ponto de encontro para minha surpresa os dois amigos que são um “casal”, estavam lá me esperando. Sem muitas delongas, enchemos os tanques de nossas motos e partimos em três adultas e maduras motos. “eu era o único garupado”, e por esse motivo antes da saída tiramos uma foto.


Iniciamos o percurso em trio com um movimento significativo de veículos na estrada e um sol tímido nos aquecendo, tivemos um pouco de cuidado pela pista molhada e pela quantidade e proximidade de grandes veículos. Porem, a “novata” da viagem não pensou duas vezes e deixou a adrenalina superar a frieza e paciência de quem tem mais experiência e acelerou forte, nos puxando entre os veículos e aumentando fortemente a velocidade.

Nesse momento a deixamos solta-se na estrada como um cachorro que passa pelo portão em direção a rua: “feliz da vida”. Enfim a paisagem rapidamente muda, menos construções e mais verde vai tomando conta do caminho e mais uma vez sou surpreendido, mais desta vez pela minha companheira e fiel garupa: “ amor olha no teu retrovisor e vê como esta o tempo lá atrás”. Quando olho me assusto com as nuvens pesadíssimas, mas também me lembro de uma frase(de alguém): “não olhe pra lá, você não vai naquela direção apenas contemple o que esta a sua frente”.

Logo depois dos primeiros quilômetros percorridos, quando os motores de nossas motos começam a pulsar aquecidos vamos de encontro a um temporal. Começamos a levar chuva e, em segundos, deixa de ser um chuvisco costumeiro (garoa) para uma chuva pesada.

Até aí já tínhamos passado por aquilo muitas vezes inclusive a novata e ela nem se importou e continuou nos puxando fortemente na estrada e, pra nossa surpresa, vem a primeira prova do dia: a chuva pesada se transforma numa tempestade tropical onde as gotas doíam ao bater em nós e nossas jaquetas não suportaram e vazaram e nos molharam completamente.

Mas a essa altura a calma em nós se mantinha, com exceção de minha garupa, que eu sentia o coração batendo em minhas costas. A novata se mantinha na euforia de cortar o mais rápido possível aquela tempestade, com a força do motor e a velocidade de sua moto: “vejo carros parando no acostamento e motos urbanas paradas também por não conseguirem enxergar o caminho a frente ou por ter deixado o medo tomar conta deles”.

Passamos como um raio, acompanhados dos trovões que saiam de nossos escapes. Para minha surpresa a novata diminuiu a velocidade e conseguimos fechar o trio de motos ficando mais próximos, impossibilitando algum veiculo de nos separar. Algum tempo depois o temporal enfraquece e volta a ser chuva grosa, mas já estávamos longe. A nossa tranqüilidade não foi abalada, com certeza desacelerou o coração de minha garupa e o da novata, que voltou a acelerar mais forte na estrada.

Ao chegar a próxima cidade, nos deparamos com sol e pista completamente enxuta. Pensei: “que loucura”, ótimo pra nos secar um pouco e decidimos manter a pegada firme. Cruzamos aquela cidade com mais tranquilidade, pista enxuta, poucos carros na estrada, e enfim começamos a subir aquela bela serra e com a subida diminuímos a velocidade drasticamente para contemplar o caminho.

O vento gelado, a companhia uns dos outros, e o que chama a atenção é a mudança rapidamente da vegetação: a cada quilometro o que era seco torna-se verde, onde havia lama agora tem um rio. Passamos uma ponte, gostosa sensação, e no seu final encontramos um santuário anônimo. Erguido em homenagem a alguma santa. “Nunca parei ali mais sempre tive vontade”.


Enfim, a novata que ia a frente do comboio resolveu parar, para nossa surpresa o sol apareceu forte e o primeiro comentário de meu amigo foi: “ótimo que os bancos de pedra estão quentes assim seca mais rápido nossas calças”. Confesso que ri muito naquela situação.


Minha garupa logo faz um comentário sobre essa parte do percurso que relatei: “minha nossa que loucura foi essa, que tempo maluco foi esse, não enxergava nada a nossa frente e agora um sol e céu azul lindo”. Contemplamos a paisagem e tiramos mais fotos.

Alguns curiosos pararam seus veículos para ver o santuário, também observavam nossas maquinas e faziam uma expressão de: “essas pessoas são doidos mesmo”.

Logo em seguida passamos pelo túnel, com os motores roncando alto e, ao cruzá-lo. Sentimos aquele frio de clima mais ameno. Logo após, o mesmo túnel será a nossa parada para descansar e almoçar, “local onde sempre paramos de costumeiramente”Segundo afirmou. Exceto para a novata e minha garupa.


Aproveito a parada para conversar com meu amigo, enquanto as meninas vão se servir. Perguntei: o que achou do percurso? Como foi pra você pegar aquelas chuvas? A sua moto está firme e forte? E outras coisas do gênero. as meninas voltam e começamos, comemos e conversamos numa mesa de frente pra estrada. Vejo as motos estacionadas e curiosos a volta delas, é interessante ver a expressão das pessoas ao olharem nossas motos. É curioso também para nós, pessoas que nos olham e parecem pensar: só sendo doido pra trocar o conforto do meu SUV pra levar sol e chuva ao percorrer todo esse caminho nessas motos velhas”.


Depois de um bom tempo batendo papo e rindo e também depois de um café pra esquentar seguimos até o destino que já era perto e sem algo notório seguimos tranquilamente o percurso já sem chuva e com sol tímido, ao sair da cidade e seguir para um vilarejo no alto de uma serra muito alta o que nos chamou a atenção foi que no caminho para subir a serra um incontável congestionamento de carros parados no caminho esperando para subir a serra e onde apenas as motos estavam subindo devagar mais subindo fomos e mais e mais carros e o detalhe da subida íngreme foi a catinga forte de embreagem dos carros e como o vilarejo era de única entrada e pequeno não tinha como comportar todos os carros para a visitação então se justifica o engarrafamento de inúmeros carros lá no caminho, ai valeu o sentido de não trocar a comodidade e conforto dos grandes veículos por algo mais primitivo e de duas rodas. Enfim chegamos e em meios a risadas e êxtase caímos na festa sem cerimônia.


Continua...

Diário de bordo: Cleyton

Colaboração e edição: Joel Gomes

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

PILOTANDO NA CHUVA


Seja em pleno verão, estação do calor, onde existe uma certa instabilidade climática, o céu pode estar num azul anil mas de uma hora para outra pode vir aquela pancada de chuva, as chuvas de verão, ou até mesmo no inverno, onde as chuvas são mais prolongadas, isso sempre irá surpreender-nos quando estivermos pilotando nossas motos ou planejando nossas viagens.

Tomando o cuidado e levando em conta algumas dicas para pilotar na chuva, a chance de ir ao chão serão bem menores, vamos a elas:

1) O seguro da moto deve estar em dia, parece que começamos colocando medo né? Mas não, o seguro é necessário, pois dependendo do tombo o prejuízo pode ser grande. Verifique as coberturas de sua apólice com seu corretor.

2) Se tem receio de andar na chuva, verifique a previsão do tempo antes de pegar a estrada e ainda assim, se começar a chover procure um posto de serviço, uma estação de serviços para aguardar a chuva passar, medo e chuva também não combinam, vamos ver um pouco mais à frente.

3) Você deve usar um bom equipamento pessoal, roupas com proteção para tombo, somente a capa de chuva não irá te proteger de machucar alguma parte do corpo. Existem algumas roupas motociclísticas que já prometem a impermeabilização, como as calças e jaquetas de cordura. Achar uma 100% impermeável não é fácil, mas o pouco que elas segurem da chuva já esta de bom tamanho, afinal, nas chuvas torrenciais nem as capas de chuva seguram 100%, sempre tem aqueles pingos que acham um canto para entrar.

4) Com chuva a viseira do capacete embaçam e também engorduram facilmente (pela água espirrada do asfalto) . Existem produtos no mercado que diminuem esse problema. O capacete é sagrado para o piloto, as viseiras devem estar em ordem, limpas e sem riscos, visibilidade é tudo para pilotar na chuva. Existem alguns truques como lavar a parte externa da viseira com produtos de lavar louça ou esfregá-lo com uma batata (essa eu aprendi na Argentina), são receitas caseiras, ajudam um pouco. Também é possível abrir um pouquinho a viseira para a entrada de ar frio, mas cuidado, não abra muito, pois se entrar muita água a pilotagem estará comprometida.

5) Os pneus devem estar em boas condições, os sulcos devem dar condições para que a água saia rapidamente e que a borracha tenha mais aderência com o asfalto, caso contrário, você terá grandes riscos de aquaplanagem com motocicleta tendo como consequência o tombo. Se os pneus não estiverem bons, deixe a moto em casa.

6) Pilote delicadamente, quando você andar na chuva deve prestar especial atenção aos vossos movimentos, o medo geralmente trava nossos braços e pernas. quando andar na chuva é necessário fazer movimentos muito suaves, sem brusquidão que podem fazer você perder aderência das rodas. O medo que colocamos aqui seria o estado de pânico, afinal, o medo de certa forma é uma proteção, pois ele nos mantem prudentes.

7) Andar lentamente e sempre gradualmente,você precisa andar mais devagar, observar os obstáculos e não deixar para frear muito próximo da lombada ou do veículo a ser ultrapassado. As mudanças de velocidade devem ser feitas corretamente para evitar sofrer contratempos com a roda traseira, como reduzir de cada vez. Não entre muito forte nas curvas, pois você deverá manter uma velocidade constate enquanto a executa. Frear em curvas já não e aconselhável, com chuva o negócio fica mais tenso. Não é sensato insistir com os freios "dentro" da curva, como é feito com asfalto seco. Sobre a forma de freio, é necessário agir suavemente sobre a alavanca e o pedal.

8) Se for ultrapassar um veículo , procure fazer numa reta maior e também inicie a ultrapassagem bem antes, afinal, ficar atras do outro veiculo significa dizer que sua visibilidade estará comprometida pela água que é espirrada, além de sujar poderá engordurar sua viseira.

9) Evite ficar sobre a pintura da estrada, elas são escorregadias, assim como as grelhas (água, telefone) que existem no meio da rua em algumas cidades.

10) Não use a pista central - A faixa central é onde os carros deixam o rastro de óleo, sendo a área mais escorregadia da estrada. Esta situação se agrava, especialmente nos primeiros minutos de chuva.

11) Não passe pelas poças: São dois os motivos, elas podem ocasionar uma aquaplanagem e te levar ao chão, ou também podem esconder um buraco.

12) Evite ficar entre carros, se estiver inseguro, facilite a ultrapassagem de quem vem atrás, principalmente se for um caminhão.

13) Ao chegar ao seu destino, limpe a sua motocicleta, seque as partes sensíveis com uma toalha ou um pano seco: relógios, interruptores. Não se esqueça de lubrificar a corrente da moto antes de utiliza-la novamente.

14) Essencial que um olho deve estar no caminho e o outro no asfalto, difícil né? Esteja sempre atento aos dois, evite ficar olhando paisagens enquanto pilota na chuva.

Boa estrada!!! Boa chuva !!!


Fonte: http://rogerioboschinirotas.blogspot.com.br