quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MARCAS HISTÓRICAS DE MOTO - 01

Olá amigos, hoje começamos uma série com algumas marcas de motos históricas, então fiquem ligados que as próximas quarta-feiras vocês conheceram mais um pouco das histórias dessas belas máquinas e para nós "meninas", espero que vocês curtam.

com seu motor A-Type em 1947, a primeira motocicleta desenvolvida pela marca chegou ao mercado dois anos depois. A Dream D Type contava com um motor monocilíndrico refrigerado a ar de 98 cm³ que gerava pouco mais de 3 cv de potência máxima a 4500 rpm. Mesmo com pouca força, a moto com câmbio de duas velocidades gerou imensa movimentação na época.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O QUE É ESTILO E ESPIRITO DE IRMANDADE?


Já tinha visto fotos e ouvi algumas histórias sobre este  clube e agora depois de muito tempo tenho a oportunidade de ver eles em ação e compartilho com vocês, mais me respondam o que é estilo, espirito e irmandade pra vocês?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A ALEGRIA DE SER ACEITO


A alegria de ser aceito traduzida em momentos e a intensidade das coisas

Caros amigos, companheiros de jornada, amigos de moto clube, usuários de veículos de duas rodas, gente diversa e versada em discutir sobre como desfrutar da motocicleta, das viagens e dos relacionamentos em grupo, e de nós que driblamos os problemas da vida andando de motocicleta, salve.


Não sei bem por onde começar, pois acho muito difícil quando o objeto de estudo sou eu mesmo. Observar o “campo” e detalhar o comportamento alheio é bem mais usual. Mas o que eu queria falar aqui era sobre a noite de minha promoção. É, promoção... Palavra bonita de se ouvir, principalmente quando o promovido sou eu mesmo.

Uma noite muito especial e muito importante para mim, e nessa situação me encontro com a responsabilidade de descrevê-la para todos os que não estavam presentes, e para deixar algo escrito para a posteridade. Lembrando que esse é apenas um lado da história, já que “Toda história tem três lados: o meu, o seu e a verdade. E ninguém está mentindo”, como diria Robert Evans.

Eu realmente fiquei muito feliz pelo meu prêmio, digo prêmio por que a gangue (no sentido antropológico) a qual pertenço costuma dar valor aos mais esforçados, e no meu caso, sou um colaborador antigo, desde a época de visitante. E o meu brasão de membro pode sim ser considerado um prêmio, pelo valor simbólico e pelo valor sentimental que ele carrega, e também pela forma como um brasão é conquistado.

Mas, feliz é uma palavra só e que não traduz o que eu senti. De uma forma ou de outra, todos estávamos felizes. E a felicidade é um momento, já pertencer a um grupo com o qual você se identifica, espero que dure até eu não poder mais pilotar. Eu estava repleto. Completo. Vestido. Vivo. Como exemplo, posso citar um amigo, que ao entrar na polícia precisou tirar o bigode e se sentiu nu. Eu, obviamente usando meu colete completo, estava enfim vestido.

Combinamos todos de fazermos uma festa, com o maior número de participantes possível. Entre membros, prósperos e visitantes estamos chegando aos 25 participantes, e para que a festa fosse animada o ideal era que todos viessem. Mas o mau tempo e alguns problemas pessoais impediram a chegada de alguns dos nossos. Um dos meus amigos, alguém que tinha a obrigação de estar ao meu lado, esteve impedido de comparecer. Infelizmente.

Ainda assim a festa teve início, e como estava combinado, improvisou-se uma banda, churrasqueira, microfones, vocal e backing vocal, guitarrista, baterista, percussionista, dançarinos, tudo exacerbado de nós mesmos e organizado aleatoriamente entre uma caixa de som, dois microfones, um violão, muito boa vontade e algumas cadeiras ao lado de uma churrasqueira. Chovia muito, mas estávamos todos animados, afinal, muitos de nós iam ser promovidos.

Não posso falar do que se passava no coração de nenhum deles, mas ao menos no semblante, estávamos extasiados. A febre e as dores de cabeça e corpo ainda atrapalhavam o meu sorriso, mas ainda assim eu estava lá, sentado como quem espera, a tremer por dentro, pronto para redigir umas cinco páginas, mas sem nenhuma palavra para dizer ao microfone.

Como pode alguém que tem tanto a dizer em textos, no momento de sua promoção, do reconhecimento de seus trabalhos e de sua dedicação ao grupo, da realização de seu desejo e de alguns dos demais, não conseguir dizer nada? É que sou pura emoção, e parafraseando meu poeta predileto, Augusto dos Anjos, nos versos finais de A Idéia:

“Vem do encéfalo absconso que a constringe, Chega em seguida às cordas do laringe, Tísica, tênue, mínima, raquítica ... Quebra a força centrípeta que a amarra, Mas, de repente, e quase morta, esbarra No molambo da língua paralítica.”

Acho que isso resume minha dificuldade de falar em publico, assim como o poeta pré-moderno afirmava ser complicado escrever. Então eu afirmei que a nossa frase-tema “forjando, no aço, amigos para a estrada” era levada a serio e executada por nosso grupo, e que eu estava muito feliz de fazer parte dele. Nem mesmo me atrevi a esboçar um discurso. O nervosismo imperava. Agradeci a todos também.

E agora? A partir de 20 de janeiro de 2012 sou considerado membro. O que exatamente mudou? Aumenta-se a chance de participação no grupo, a possibilidade de ajudar permanece a mesma, praticamente. Parece paradoxal. Mas ai deve-se incluir que, a partir de agora é público, para o meio moto ciclístico e para quem não for do meio, quando eu passar com o meu colete, vestimenta identificadora oficial, segunda pele para alguns de nós, escudo em algumas interpretações, serei considerado de algum lugar, de algum meio, de algum território. Um símbolo de pertencimento. Uma tribo. Minha tribo.

E quem não quer sentir que pertence a algum grupo ou lugar?


Joel Gomes – um ser humano feliz, acadêmico das ciências sociais, motociclista, colaborador e membro do Brokk MC, para o blog Sem Fronteiras

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

DO LIDER, DA LIDERANÇA E DAS FUNÇÕES DENTRO DO MOTO CLUBE


Caros amigos, companheiros de jornada, usuários de veículos de duas rodas, gente diversa e versada em discutir sobre como desfrutar da motocicleta, das viagens e dos relacionamentos em grupo, e nós que driblamos os problemas da vida andando de motocicleta sem saber de que forma salvar o mundo, carpe diem.

Que a liderança pode se dar por imposição isso é público e notório, posto que a extrema direita ou extrema esquerda política têm em comum o fato de apoiarem a violência. Mas resumir a atuação do líder apenas a alguém que impõe obediência através do medo ou da força seria muito restritivo e até inverídico. Há que se ressaltar que os melhores líderes são os que conseguem utilizar as técnicas políticas com habilidade, não importando se são realmente de direita, esquerda ou extremos, mas agradando a ambos os lados.

Entretanto, de uma forma geral e nos conceitos de administração podem, os lideres, ser de três tipos: os que ditam as regras mas não fazem parte da equipe que vai executá-las, preocupando-se apenas em exigir resultados denominados autocratas, os que não fazem parte da equipe e não conseguem comandar nem controlar os resultados, conhecidos pelo termo francês lasser-faire ou, numa tradução livre, deixa-fazer. Finalmente, aquele sobre o qual me interessa falar, o democrático.

Não queria aqui criar nenhum juízo de valor onde uma postura é certa e outra não é. Não passa por ai minha intenção. Mas acredito que para um moto clube, que por definição política é uma associação, funciona do mesmo modo que um RH de uma empresa comercial: se um líder não tiver as devidas metacompetências, a organização foge ao controle.

Poderia citar algumas situações onde um líder meio “desligado”, mas isso também não vem ao caso. Quero aqui enfatizas as funções de um bom líder de moto clube, cargo que admiro, mas não sei se tenho o tempo e o conhecimento necessários para desempenhar uma função dessa importância.

Não levando em consideração as racionalizações encontradas em cada estatuto social ou regimento, ser presidente ou diretor administrativo de um moto clube requer certo grau de habilidade política e conhecimento da função especificamente. As nuances de cada grupo, aquelas características que mantém pessoas completamente diferentes unidos, tem que ser regidas por alguém que partilhe da mesma idéia. De outra forma, nenhum grupo se mantém.

Alguns grupos podem apresentar alto grau de dependência, a tal ponto que se o líder se afasta o grupo se afasta em seguida, perdendo o interesse em se manter unido pela falta do elo político. Outros podem apenas ser comandados, não tendo interesse, conhecimento ou talvez organização quando separados.
O fato é que um bom moto clube precisa de um bom corpo dirigente. Não falo só no presidente, que é peça chave sem dúvida, mas uma boa equipe de diretoria. Pessoas com visão administrativa é o desejável na composição da diretoria administrativa.

Mas quando isso não acontece e o moto clube assim mesmo tem sucesso? Voltamos a mesma questão de antes: o sentimento de união e integração em prol do grupo é que vai imperar. A amizade e os laços de família vão determinar um regimento consuetudinário, os costumes que vão manter o grupo unido e seguindo em frente.
Nessas horas é que se pode verificar a atuação do líder do grupo: se o moto clube supera as adversidades e segue coeso, muito se deve ao líder, embora as responsabilidades caibam também aos membros. E se não conseguem? Bem, ai é o mesmo que ocorre quando tudo dá certo e não se tem uma explicação direta: tem que se analisar o caso em concreto.

Quem sou eu? Joel Gomes – acadêmico das ciências sociais, motociclista, funcionário público, webwriter amador, colaborador e membro do Brokk MC.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

SCOOTER NÃO É BRINQUEDO


O vídeo acima é para quem acha que scooter é brinquedo, que qualquer um pilota e não é perigoso.
Uma impressionante compilação de 100 "crashes". Tem várias vítimas de fechadas, mas a maioria cai ou bate por pura falta de noção mesmo. Alguns casos, em que a queda foi gerada por buracos e falhas na via, expõe o problema das rodinha pequenas. No mais, é sempre bom assistir para não repetir.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO NO MOTOCICLISMO


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, inclusive quando pilotamos nossa motocicleta.

É uma elegância desobrigada, um gesto ao ser auxiliado numa ultrapassagem, um cumprimento e um sorriso no pedágio, um leve toque de buzina e cumprimento de mão aos guardas rodoviários também não custa nada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas pessoas que escutam mais do que falam e quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no dia a dia.

Quando nas estradas cruzamos ou ultrapassamos um companheiro motociclista não custa um aceno de simpatia ou um toque de buzina, mesmo que ele pilote uma 125 cc.

Numa viagem com amigos ou simples conhecidos é possível detectar elegância nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir aos frentistas e garçons.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores, porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é o motociclista que demonstra interesse por assuntos que desconhece, se preocupa com a manutenção da motocicleta do companheiro, com sua bagagem, é quem cumpre o que promete. É elegante não ser espaçoso demais nem querer ser líder por vontade própria. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro, é muito elegante não falar de dinheiro e de viagens desconhecidas dos demais em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Uma potente moto tinindo de nova, um belo sobrenome, experiência em grandes quilometragens e nariz empinado não substituem a elegância de um gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Os motociclistas de um modo geral são solidários, leais, amistosos.

Ser elegante é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social e das cilindradas da motocicleta. Se os companheiros de jornada não merecem certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso.

E, detalhe: isso tudo não é frescura, é apenas A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO NO MOTOCICLISMO.