sexta-feira, 25 de agosto de 2017

VÁCUO


Quem de nós já não permaneceu durante um bom tempo atrás de um caminhão ou ônibus e sentiu no braço como é complicado segurar uma motocicleta? Isso é ocasionado pelo fenômeno conhecido como vácuo. No momento da ultrapassagem passamos por outra situação conhecida por "deslocamento de ar", nesse caso a orientação ao ultrapassar ônibus e caminhões é fazê-lo quanto mais distante melhor.

Embora não muito divulgado, é comum motociclistas se envolverem em acidentes provocados pelo vácuo de ônibus e caminhões, após um acidente divulgado fomos atrás dessa informação, a orientação abaixo é de autoria do Instrutor Amaral, em matéria divulgada para o Motoonline.com.br.

Por Instrutor Amaral:

Muitos me perguntam como podemos evitar um tipo de acidente causado por ventos e deslocamentos de ar enquanto transitamos com nossas motos principalmente em estradas e rodovias. Em primeiro lugar vamos entender o que são ventos e o que são deslocamentos de ar, pois parecem a mesma coisa, mas não são. Por isso os cuidados na pilotagem devem ser bem aplicados conforme nossas atitudes diante dessas condições adversas na condução de motos e assim poderemos colocar em prática as técnicas da pilotagem segura.

Vento – É um fenômeno natural, causado pela diferença de temperatura na atmosfera, movimentação de rotação e translação da Terra. Portanto, para o piloto não tem como fugir deles. Existem dois tipos de ventos que podem causar perigo ao motociclista:

1- Ventos Laterais

2- Ventos frontais

Os ventos laterais são os mais perigosos para a condução, pois eles vêm repentinamente, empurrando o motociclista e a moto para as laterais da pista. Os cuidados que se deve ter nesse momento é abaixar o corpo, deixando o vento passar por cima do piloto, evitando atingi-lo de lado e, sem dúvida, desacelerar, diminuindo a velocidade. Assim poderá sair de situações de risco, como ser empurrado para fora da estrada.

Existem regiões onde os ventos laterais aparecem em forma de rajadas. Nesse tipo de fenômeno natural é quase impossível evitar um acidente. Porém, pilotando preventivamente, observando se no local há sinalização indicando esse fenômeno, ou mesmo observando os sinais do ambiente, como árvores derrubadas ou deslocadas lateralmente, caminhões tombados sem uma aparente causa, placas de sinalização e de publicidade caídas na beira da estrada, não pense duas vezes em reduzir a velocidade e pilotar com calma. Rodovias ou estradas muito abertas em suas laterais são muito propícias a isso. Para rajadas de ventos laterais repentinas não há técnica defensiva e sim preventiva.

Os ventos frontais de que falamos são os causados naturalmente e não pela velocidade da moto. Percebe-se mais facilmente em modelos de motos com suspensões mais altas, como as trail. Ou seja, não é a moto que “corta” o vento, mas sim o vento que vai ao encontro da moto. Nesse momento o piloto sente a frente da motocicleta mais leve, sem estabilidade. Neste caso, o conselho defensivo é diminuir a velocidade e deixar o corpo mais a frente, concentrando peso à roda frontal e diminuindo assim a leveza causada pelo vento frontal. O conselho preventivo é ajustar a suspensão traseira da moto para uma pré-carga mais dura, dessa forma o pneu dianteiro ficará mais colado ao chão, deixando a moto mais estável nessa condição atmosférica.

Deslocamento de ar – Diferente dos ventos, o deslocamento de ar é causado por outros veículos maiores, como caminhões e ônibus, e não pela natureza. São quatro os tipos:

1- Deslocamento de ar positivo

2- Deslocamento de ar negativo

3- Turbulência

4- Vácuo

Deslocamento de ar positivo: É muito comum isso acontecer ao ultrapassar caminhões e ônibus. Tais veículos “empurram” o ar ao se movimentarem em velocidade. Assim esse ar deslocado é retirado da frente desses grandes veículos e jogado para o lado, isto é, ao lado de sua ultrapassagem. Dessa forma, o motociclista e sua moto são jogados positivamente, ou seja, para fora da via. O conselho defensivo é ultrapassar rápido e longe de caminhões e ônibus e o conselho preventivo é ter muita paciência e esperar o momento certo para ultrapassá-los. Esse efeito de deslocamento acontece também quando veículos passam em grande velocidade ao contrário de sua via. Dessa forma, ao vê-los chegando desloque-se ao lado direito da via o mais longe possível deles e amenize o efeito do deslocamento.

Deslocamento de ar negativo: este tipo de condição adversa é a mais grave, pois da mesma explicação dos efeitos do deslocamento de ar positivo, o ar deslocado para as laterais de grandes veículos “abraça” o motociclista que está ultrapassando o qual é sugado para debaixo desses pesados caminhões. Portanto, aproveite a vantagem da moto e ultrapasse rápido e fique longe desse espaço.

Turbulência e Vácuo: Sabe aquela frase escrita na traseira de caminhões e ônibus “mantenha distância”? É bom você saber que ela está ali por uma razão muito importante. Primeiro porque o ensinamento defensivo explica que se deve manter uma distância de seguimento entre 2 a 3 segundos atrás de qualquer veículo independente da velocidade dos mesmos. Se o veículo a manter distância for um carro mais pesado, ou se a via estiver molhada, esta distância deve ser dobrada ou triplicada. Isso vale para a moto, também.

É muito comum encontrar motociclistas trafegando grudados atrás de ônibus com o objetivo ilusório de se protegerem da chuva ou de ventos frontais. Dependendo da velocidade e da curta distância de seguimento do veículo da frente, acontece muita turbulência e, ao se aproximar demais, o motociclista poderá entrar no vácuo. Sim, vácuo, ausência de ar que evita atrito atmosférico e aumenta a velocidade da moto. Muitos acidentes fatais são causados por esta falta de atrito do ar. Não precisa o veículo da frente frear forte para que o motociclista estampe na traseira de ônibus ou outros veículos, pois o vácuo ajuda a empurrar a moto causando este tipo de acidente. Assim sendo, mantenha distância – e a fumaça do diesel é tóxica, saia de perto do bruto.


Fonte: http://www.expedicoeslatinas.com.br/

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

UM POUCO DE AR

     Depois de um bom tempo imerso resolvo submergir e fico um tanto surpreso com o que tenho presenciado nesse pouco tempo de retorno a duas rodas, tenho visto que a essência da cultura biker vem sendo engolida pela modernidade e tecnologia e isso era inevitável pois vivemos em constante evolução, mais será que lá atrás a idéia era essa em que vivemos hoje?


     Por tudo que leio e pesquiso da cultura biker vejo muitas diretrizes enraizadas em cada região geográfica mais aqui no Brasil temos uma mistura de todas e tipo uma mistura de água e óleo, onde o tipo de moto e potencia da moto definem os grupos sociais “não os mc” tenho visto o velho prazer morrer pela facilidade do dia a dia, e com isso alguns sinais simples entre pessoas também, esta e perdendo o prazer de mexer e aprender a fazer a manutenção de sua moto, esta se ficando mais individualista nas estradas, onde era algo mágico encontrar outro motociclista no caminho e se cumprimentar e fazer amizade, hoje me deparo com pessoas que cumprimentam outra pelo tipo de moto e ou pelo estereotipo dela e fico abismado com tal atitudes, e quando encontramos alguém parado na estrada simplesmente não sabem o que aconteceu com a moto porque não sabe o que o mecânico fez e aguardam o reboque, lembro-me muito bem de todos os perrengues que já passei e posso dizer com toda certeza que foi neles que aprendi o que realmente é o motociclismo old school , a geração passada ainda resiste quanto a modernidade enquanto nos classificados de jornais o alto numero de anúncios de vendas e trocas de motos são enormes e isso é totalmente diferente de um tempo atrás onde era um casamento a compra de uma moto, criava-se laço afetivo com a maquina e em pouco tempo até nome era dado as motos, hoje posso dizer que o amor esta um pouco esquecido e jogado de lado pela nova geração que se aproxima, e a necessidade de ter uma moto apenas para deslocamento e não por ideologia é gritante.

     Não sei o que espera de nós no futuro, mais estou prevendo que será uma festa enorme toda vez que um velho motociclista com sua moto toda surrada e de alta quilometragem chegar ao seu destino, ai eu pergunto, vale a pena perder o espírito para a modernidade?

     Ainda tenho esperança no surgimento de uma geração que desenterrará nossa cultura a fundo, pois não quero me tornar tão rápido um pedaço de texto contanto uma história ou uma foto pendurada na parede onde vão contar minhas historias como algo impossível de ser realizada no futuro cada vez mais presente.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ESTAMOS FICANDO OCULTOS


A certo tempo venho acompanhando uma resistência quase que surreal de uma classe de motociclistas tradicionais em resgatar a velha cultura custom com toda sua essência surreal já esquecida, encontro semanais em locais clássicos e sem grandes divulgações e alardes, festas cada vez mais fechadas, e viagens totalmente fora de rota dos atuais eventos proporcionados a atual geração.

Isso parece ser ótimo e difícil de ser compreendida pela grande maioria da nova geração e chega a dar impressão de uma formação de clube do bolinha, mais na realidade a anos atrás não tínhamos toda essa facilidade de comunicação e as festas eram organizadas e divulgadas no boca a boca e até individualmente clubes iam convidar outros pessoalmente tornando oficiais laços inquebráveis onde hoje foi perdido em algum lugar da história.


Tenho visto eventos “festas” organizadas em locais de difícil acesso e sem auxilio de mapas GPS e ou sinalizações no caminho, e simplesmente por boca a boca onde poucos chegam ao final e desfrutam de toda felicidade gerada pela dificuldade de chegar, desfrutar da vitória não é pra qualquer um mesmo, e ter o direito disso esta cada dia mais escasso e difícil.


A alguns dias esta pra rolar um grande evento que esse ano esta menos restrito e a grande interrogação que tenho é se vai preservar o glamour do ano anterior “bastante restrito” o Rodeo em São Paulo onde foi realizado ano passado com uma cara bem old shool com tudo que envolve a cultura custom e foi totalmente fora de serie, esse ano foi investido muito mais e claro em divulgação, agora nos resta aguardar para ver a repercussão que espero que seja melhor que a da edição passada, infelizmente ainda não consigo ir presenciar de pertinho mais pretendo em breve. E porque não começamos a realizar esse resgate aqui em nossa região? Um bom exemplo era a festa de aniversário dos Preakeiros MC.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

MEU AMIGO, O ACOSTAMENTO

(Foto pessoal)

Tem muita gente que se anima em ter uma moto antiga, ainda mais com esse monte de programa de televisão falando do assunto, achando que vai rodar tranquilo e feliz por ai. Pois bem, a vida real não é exatamente assim.
(foto autoral)

Sempre falo que moto antiga não é para ir, é para chegar! Como assim? Simples, faz sucesso quando você chega da estrada em um evento, mas para chegar não é fácil e as fotos abaixo são um exemplo disso, mesma moto, duas viagens, dois acostamentos ...

(foto autoral)

Indo para o evento dos Lobos em Boiçucanga a 46 começa a falhar, como era intermitente logo pensei na elétrica, ainda rodando tirei o cachimbo da vela do cilindro traseiro e ela continuou igual, ou seja, cilindro traseiro parou.
Como sou prevenido sempre levo para a estrada, além de algumas ferramentas, um jogo de velas, um cabo de vela, uma bobina e um cabo de acelerador. peças que se pifam você fica na mão por besteira Troquei a vela e a velhinha voltou a rodar como um relógio.

(foto autoral)

Pouco mais de um mês depois, indo para Sorocada no Lucky Day começa o mesmo problema, refiz o procedimento, tirei o cachimbo traseiro e, como da outra vez ,o cilindro traseiro estava "morto" Parei no acostamento e inconformado por ter queimado outra vela tão rápido e ainda ouvindo as gracinhas que sou pão duro e devia comprar ao menos uma vela de sete dias, troquei a vela e tentei seguir viagem mas o problema persistiu, fui checar se o cabo de vela não estava mal conectado na bobina e tomei um tranco que doeu até o cotovelo, encostei novamente ( e o trem de oito motos junto...) e reparei que estava pulando fagulha do cabo de vela para a capa da bobina, troquei o cabo de vela e continuei viagem, foi e voltou como um relógio.

Se quer ter uma moto antiga e rodar com ela, saiba que de vez em quando vai ficar no acostamento, só que se não tiver a mínima noção de mecânica e se não é precavido, vai voltar de plataforma várias vezes.
(Foto pessoal)

Observação: Faço deste relato o nosso diário de cada dia de quem tem motos antigas.

ANDAR DE MOTO ANTIGA É UMA ARTE, QUEBRAR FAZ PARTE !


Fonte: http://hdbobber.blogspot.com.br/

Texto: não identificado