quarta-feira, 28 de agosto de 2013

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

FALSIDADE OU VULGARIZAÇÃO MESMO


 Sempre que vejo, nas redes sociais e em algumas situações, até em conversas mesmo, a apologia a essa suposta "irmandade" motociclistica, fico pensando até onde o ser humano é capaz de chegar ao apregoar aquilo que acredita ser certo.

No facebook, no orkut , em sites e em bloggers, volta e meio vemos postagens de fotos ou apenas de texto mesmo, reafirmando essa irmandade. Aí fico pensando e faço uma viagem de volta ao passado, quando ter uma moto era apenas ter uma moto. Nada além disso. Era um gosto comum que acabava por unir a maioria, sem nem ao menos nos preocuparmos com qual moto cada um tinha. Nas estradas, ajudávamo-nos, pois sem isso não se chegava a destino algum, tantas eram as dificuldades.

Aos poucos isso foi mudando, mudando e mudando, e veio a época onde começava a prevalescer a marca da moto e não mais o motoqueiro.

As japonesas se distanciaram das antigas Harleys, Triumphs, Nortons, etc., e distanciavam também seus condutores.

Eu mesmo, partindo para as japonesas, pude perceber o distanciamento dos então novos condutores de Harleys, que se tornava um artigo de luxo e consequentemente direcionada a um publico também de luxo, que na verdade nada tinham a ver conosco, nem mesmo na forma de conduzir nossas maquinas.

Até mesmo alguns "amigos" que andavam sujos de graxa conosco, saltaram para as novas motos e se afastaram dos que adotaram as japonesas.

E assim foi durante mais de 25 anos, período que fiquei nas Hondas, Yamahas e Suzukis, que a cada parada num posto para abastecer, via grupos de harleyros ou "speedeiros" parados, e nem sequer olhavam para o meu lado. Cumprimentar então, nem pensar.

Nunca dei muita bola para isso, mas não deixava de observar.

Recentemente, retornei a Harley, e quase como um milagre, todos começaram a me enxergar. É convite pra ca, convite pra la, passeio para um lado, passeio para outro e por aí vai.
Ate mesmo alguns "speedeiros", se aproximam timidamente, ou pelo menos cumprimentam quando nos encontramos em algum posto de estrada.

Para mim continuo sendo o mesmo motoqueiro de sempre,que tanto faz andar em companhia de outra Harley ou de uma CG. Mas a diferença percebida é sensível.

E com certeza não sou só eu que percebo isso, tanto é que, retornando de Capivari (SP), fui obrigado a parar num posto para abastecer. Numa das bombas, tinha uma Honda Strada abastecendo. Parei, abri o tanque , tirei o capacete e me dirigi ao rapaz da Honda Strada, cumprimentando e entabulando uma prosa. Abastecida a moto, me despeço do rapaz, que comentou: -" nunca alguém com um motão desses, conversou comigo".

Triste isso...muito triste.

Aí tentam uma compensação criando slogans como " na estrada somos todos irmãos", ou " irmandade motociclistica" ou ainda, "motociclismo não faz amigos, faz irmãos", etc, etc..., pura falsidade e hipocrisia.

Existe irmandade entre membros de alguns clubes, ( e assim mesmo poucos ), entre grupos de conhecidos, entre grupos de amigos, mas é só. Um "irmão" na estrada, quando se precisa de fato, depende da moto que ele está e a que você está.

Chega a ser revoltante essa mania de afirmação de uma irmandade que não existe, e que , pelo contrario, se torna cada vez mais distante.

Será uma falsidade pura e deslavada, ou a vulgarização do termo "irmão" que alterou a real importância dele.

Não sei, prefiro ficar com a necessidade de auto compensação: " se eu escrever que somos todos irmãos, se eu divulgar, compartilhar, me sinto melhor", mesmo sabendo que não somos nada disso.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

EMPIRE OF RUST "IMPÉRIO DA FERRUGEM"



O filme é bem legal, mas o melhor de tudo é saber que trata-se da história de 03 caras, que resolvem rodas mais de 7mil Km, saindo de Fort Lauderdale na Flórida em direção a Califa, para curtir o Born Free 5. Até ai, não de tão diferente, considerando que o BF arrasta gente de todo o mundo, e muitos rodam Km até superiores para este encontro. Mas, a história muda um pouco quando descobrimos que os mais de 7mil km rodados, foram feitos sobre as bikes abaixo:

ERIC SPEAR - dirigiu uma "1948 EL Harley Davidson";
ERIC CAMPION - dirigiu uma "1986 FXR Harley Davidson";
TERRY GODSCHALK - uma "1966 FL Harley Davidson.


Fonte: www.kulturakustombrasil.blogspot.com

quarta-feira, 14 de agosto de 2013




Mais uma dica importantíssima do Youssef

Vídeo auto-explicativo (com ou sem hífen?). Excesso de confiança, falta de noção.
Vale notar que caminhões devem ter um "respeito" especial dos motociclistas; Imaginem o risco que ele correu de ser atropelado por uma das rodas desses mastodontes. Outra questão, óbvia, é que a ultrapassagem entre dois caminhões é mais demorada e qualquer movimento de um deles acaba com a precisão de sua manobra.
Deve ter visto o vídeo do idiota da XJ6 subindo a serra no meio dos caminhões e quis fazer igual.
Algumas vezes dá certo, outras não. Vai arriscar


Fonte: www.blog-do-tiozao.blogspot.com

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

VIAJAR NÃO É SÓ CAIR NA ESTRADA!



Uma das coisas mais importantes que você pode fazer para reduzir os riscos da estrada é inspecionar sua moto antes da viagem. Isso vai levar poucos minutos, mas pode fazer a diferença entre um passeio legal e um programa de índio. Fazendo você mesmo a manutenção básica da moto, você economiza tempo e dinheiro, desde que sejam respeitados os limites entre o que você pode fazer e o que requer auxílio especializado.

Consulte o manual de sua moto e, em caso de dúvida, procure uma oficina especializada.

Eles são a base de uma pilotagem segura.Rodas & pneus

Inspecione os aros para ver se não há amassados ou trincas. Certifique-se de que os raios estejam alinhados e firmes.

Verifique a pressão dos pneus diariamente, se você está em viagem. Consulte o manual da moto para ver a pressão correta de cada pneu.

Verifique os pneus e remova qualquer objeto que esteja preso nos sulcos. Verifique o desgaste dos sulcos e troque os pneus, caso eles apresentem menos da metade de sua profundidade original (menos de 1mm). Certifique-se de que a borracha não apresente rachaduras, cortes ou evidência de danos que possam comprometer a segurança.

Certifique-se de que não há folgas excessivas nos manetes, que os cabos não apresentam falhas ou desfiamentos e que todas as alavancas e pedais operam de forma precisa e suave.

Verifique se o fluido de freio está no nível correto e se não há vazamentos de óleo. Aperte o freio da frente e empurre a moto – ela não deve se mover. Repita a operação com o freio de trás.

As pastilhas de freio podem ser inspecionadas visualmente com o auxílio de uma lanterna. Consulte o manual de sua moto para verificar a espessura mínima das pastilhas.

Elas são parte importante para a sua segurança na estrada.Luzes

Verifique o correto acendimento dos farois, dos indicadores de direção (setas / pisca-pisca), da lanterna traseira e da luz de freio sempre que for usar a moto. Consulte o manual para ver o tipo correto de lâmpada, em caso de substituição. No caso da troca da lâmpada do farol, siga as instruções do manual para o seu correto alinhamento.

Importante!Não se esqueça de testar, também, a buzina!

Eles têm a função de garantir a vida útil do motor de sua moto.Óleo & água

Verifique o nível do óleo do motor, conforme as instruções do manual da moto. Observe sempre os intervalos corretos de troca de óleo e filtro de óleo. Consulte o manual do fabricante e utilize sempre o óleo recomendado por ele.

Se sua bateria utiliza água, você irá prolongar a sua vida útil se mantiver os níveis de água adequadamente.

Alguns modelos de motocicleta são refrigerados a água. Certifique-se de que o radiador está no nível correto e a água esteja limpa.

Certifique-se de que não há nenhum vazamento de óleo, combustível ou fluido hidráulico.

Ela é a chave de sua segurança.Estrutura

Verifique se não há trincas, fissuras ou mesmo rachaduras e amassados no chassi.

Verifique se a suspensão dianteira não está macia ou dura demais e se não há vazamentos de óleo nas bengalas. Repita o procedimento com o (s) amortecedor(es) traseiro(s). Consulte o manual da moto para efetuar ajustes, conforme a carga que você vai levar e seu estilo de pilotagem.

Verifique a tensão na corrente (ou correia de transmissão).

Eles são o apoio para seus pés e para sua motocicleta também.Suportes & pedaleiras

Verifique se não há rachaduras ou amassados nos descansos e que as molas têm tensão suficiente para mantê-los no lugar durante a viagem. Um descanso frouxo é um perigo na estrada.

Verifique se suas pedaleiras e as pedaleiras do garupa estão em boas condições de uso e segurança.

E... finalmente ...

Lembre-se: os objetos que você vê pelo espelho estão mais perto de você do que parece.Finalmente...

Verifique se os espelhos estão corretamente posicionados e limpos, para que você tenha uma visão correta e segura. Preferencialmente, ambos os espelhos devem ser posicionados para mostrar um mesmo objeto que esteja a cerca de 10 metros, atrás de você, no canto esquerdo do espelho direito e no cando direito do espelho esquerdo.

Boa viagem !!!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

PAPO DE POSTO: SEM COLETE?

 
A cada dia a estrada se torna mais difícil... Conversando nesse domingo ( 04/07/13), com dois irmãos de clube, o Chispito e o Leonel, e mais um amigo, num posto de estrada, na Rodovia Carvalho Pinto, entre os assuntos surgiu o papo sobre moto clubes.

 É lamentável o que se vê e o que víamos. Enquanto falávamos ficamos observando a movimentação de dezenas de motoqueiros, de todos os tipos e estilos, inclusive muitos mcs. Na grande maioria se percebia apenas e tão somente a ostentação de um colete, como nos ficou provado ao ver um grupo de um determinado motoclube, ( sic), discutindo por causa de centavos troco de pedágio, que alguém ficou com mais ou com menos.

Aí o amigo que estava conosco, comentou sobre o fato de que eu, raramente uso colete e os dois também estavam sem seus coletes. E é verdade, raramente o uso mesmo. Primeiro porque a quem interessa saber, (são meus irmãos de clube), ja sabem, e depois porque "ostentar" um colete não o faz ser diferente. Ja fez, hoje não mais. Ja foi tempo em que ostentar um brasão era sinonimo de irmandade, cumplicidade e solidariedade entre os seus. Hoje não significa mais absolutamente nada.

Especificamente no caso do nosso clube, nunca fizemos motociclismo para outros verem, e sim, porque nós gostamos. Ele, o clube, serve para nós e tão somente para nós. Como ja dito, houve época em que sim, nos orgulhávamos de usar nosso brasão, e assim o fazíamos diariamente, fosse a trabalho ou no lazer. Gostávamos que quem nos vissem nas ruas, soubesse que fazíamos parte de um grupo, de uma fraternidade onde todos éramos um, e cada um, era todos.

Com a descaracterização dos mcs, perdeu-se também a razão desse orgulho... Vemos hoje discussões por brasões, por números, por quantidade e até por que alguém ficou com dez centavos a mais de troco de pedagio, e ficamos pensando: para que?.
A infinidade de coletes enfeitados que circulam pelas nossas estradas, chegou ao ponto absurdo de o motoqueiro comprar uma moto, e ato imediato, mandar fazer um brasão e um colete e simplesmente passar a usa-lo com um nome pomposo nas costas. Algumas vezes composto dele e da namorada ou até mesmo dele sozinho, como apareceu um enquanto falávamos " Solitario MC ", composto por ele e ele mesmo, conforme nos disse com todas as letras.

A disputa atualmente não é pela estrada e sim pela quantidade de membros e pela ostentação... Isso nos fica claro dia após dia, pelo que vemos e ouvimos nas estradas... Mais uma vez o amigo nos interpelou perguntando se nossa posição era essa, para que servia então o colete e o nosso brasão?
Aproveitando a pergunta , prontamente o Leonel respondeu... Exatamente para o que a maioria dos motoclubes desconhece, e entre outras coisas, serve para formalizar o juramento, e simbolizar a tradição. Por isso nosso maximo respeito para com nossos coletes, não adicionando a ele nada que não faça parte do nosso clube. Um outro ponto não é para que ele serve, é o que ele significa, e isso somente nós sabemos, assim como somente outros clubes tradicionais sabem o que lhes significa o deles. Não é de forma nenhuma apenas uma vestimenta, de couro, comprada numa loja e usada sobre a jaqueta ou a camisa. Com ele vem toda uma tradição recebida do clube padrinho e passada somente aos clubes afilhados, que assim dão segmento a uma unica tradição... Percebemos o descontentamento do nosso amigo, mas quedou-se em silencio, sabendo que nada alem disso arrancaria do Leonel, do Chispito ou de mim.

Permanecemos mais algum tempo discorrendo sobre o antigo e o moderno, observando o movimento, o vai e vem de motos principalmente porque acontecia um grande evento numa cidade proxima.

Até que decidimos pegar nossas motos e irmos almoçar..sem coletes, sem demonstrações , mas com o legitimo espirito de verdadeira familia. Quem nos via poderia pensar, la vão tres malucos se arriscando em suas motos. Não nos importava o minimo o que pensassem, mas nós sabíamos quem éramos e isso nos bastava.


Fonte: www.blackhorsebr.blogspot.com