quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

VALE A PENA VER DE NOVO "UM DIA FUI MOTOQUEIRO"



Um dia fui motoqueiro e não tinha medo de nada e nem tinha desejos. Andava de moto sem compromisso, não tinha medo do perigo porque não respeitava minha vida, nem a dos meus companheiros. No transito era conhecido por baderneiro, a placa da minha moto era desejada pelos fiscais e conhecida pelos bombeiros e fuxiqueiros. Sem capacete e placa virada, varava a noite fazendo rachas. Minha moto não bebia muito, já eu, não andava 1 quilometro sem tomar 2 litros cachaça. Não ouvia os conselhos do meu pai, nem da mãe. Tinha poucos amigos, e um deles era o juiz da cidade, que sempre falava comigo. De tanto apanhar na cara e levar baculejo, tomei vergonha na cara e disse: - Vou deixar essa vida, não quero mais ser motoqueiro !

Um dia vi na minha cidade vários homens vestidos de preto, em motos lindas e todos muito bem equipados. Resolvi acompanhá-los e por onde eles passavam chamavam atenção. No transito eles respeitavam é eram respeitados. Mais na frente vi vários deles se confraternizando, trocando abraços e apertos de mãos e fiquei surpreendido com tanta união. Dançavam e se divertiam com muita harmonia. Vi que naquele mundo, o que valia era viver e curti a vida, pegar o asfalto e curtir a liberdade, fazer amizades e ser livre, que naquele mundo, as motos eram as carnes e os homens eram as unhas. Via que entre eles não tinha colegas, tinha irmãos, via que entre eles não tinha preconceito, tinha união. Fui vendo que esse mundo era totalmente diferente daquele mundo motoqueiro, baderneiro, que badernava a noite e dormia de dia.
Fui me chagando e logo perguntando:
- Moço, como faço para ser motoqueiro?
O homem de preto disse: - Garoto pergunte para aqueles ali, e apontou.
Quando olhei vi vários caras de moto fazendo zerinho, queimando pneu, fazendo racha, apostando a vida e lembrei que um dia fiz tudo aquilo é só era conhecido pela justiça. O homem de preto me chamou e disse: - E ai garoto? Decidiu o que você quer ser? Logo fui dizendo não quero aquilo para mim, quero ser igual a vocês. Ai homem de preto disse: - Então você quer ser motociclista? Respondi Sim! Desse dia em diante comecei a valorizar a vida, a gostar da minha moto, a gostar da minha família, a respeitar os pedestres e respeitar a vida. Aprendi que para ser motociclista não precisa de altas cilindradas, que para ser motociclista tem é que amar a vida e a estrada!

Sou motociclista com orgulho, vivo e pego as estradas com meus irmãos, comecei a viver a vida depois que virei motociclista, comecei a viver a vida depois que virei CAVEIRÃO.!!!!!


Escrito por Albert Santos da Silva, componente do Caveirão Moto Club Caicó-RN.



Amigos, ai está a diferença do motoqueiro para o motociclista, uma historia bonita que não foi tirada da internet, e sim feita por mim que um dia fui motoqueiro e hoje sou motociclista.

Abraços

Albert e os componentes do Caveirão do Asfalto Caicó-RN.


Fonte: http://www.revistamotoclubes.com.br/

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

FAÇA SUA MOTO DURAR MAIS



DICAS DE DURABILIDADE

Veja, abaixo, algumas dicas recomendadas para “economizar” a sua moto e aumentar a sua durabilidade:

Ao dar partida no motor ainda frio, evite acelerar. Deixe que funcione em marcha lenta por alguns minutos até que atinja aproximadamente 40 graus;

Evite manter o motor ligado, com a moto parada, depois de suficientemente aquecido;

Procure passar as marchas no “tempo” certo, sincronizando corretamente a rotação, para não causar trancos no câmbio e embreagem;

Acelere e desacelere o motor sempre com progressividade, sem mudanças bruscas de velocidade;

Procure antecipar as suas ações sempre que possível para não frear bruscamente. Isso economiza pneus e sistema de freios;

Mantenha os pneus sempre calibrados, o que previne desgastes excessivos da banda de rodagem e evita esforço extra do motor;

Se possível, procure abastecer somente em postos que ofereçam combustível de boa qualidade;

Troque o óleo do motor, bem como o filtro correspondente, após transitar em locais alagados ou muito poeirentos. Ou sempre que notar alterações de cor no lubrificante, causadas por contaminação com água (esbranquiçado) ou outros produtos (esverdeado);

Mantenha sempre limpos os filtros de ar e combustível. No casso de componentes descartáveis, troque-os sempre que “enfrentar” viagens ou abastecimentos em locais sujeitos a muita fuligem, poeira ou sujeira;

Verifique regularmente a carga da bateria e o nível de solução (se necessário), para prevenir sobrecargas e esforços extras no sistema elétrico;

Não permita que a corrente de transmissão trabalhe folgada ou sem lubrificação, o que causa desgaste prematuro e aumento do esforço do motor;

Não faça adaptações de escapamentos, rodas e outros componentes que não tenham a aprovação do fabricante;

Faça as revisões periódicas em concessionária autorizada. A economia nem sempre compensa;

Após receber a moto de uma revisão ou conserto, faça uma verificação para confirmar se os serviços foram realmente feitos e se não ficou nada mal apertado ou fora do lugar.

OBS: Este trabalho foi compilado de diversas fontes, tais como: revistas especializadas, jornais, news letters eletrônicas, além de conter observações pessoais relativas à própria experiência do autor, ao longo de 40 anos de estrada sobre duas rodas e tem como objetivo fazer com que, a cada dia, mais amantes do “espírito de liberdade”, do companheirismo, da amizade desinteressada e do desestressante prazer de pilotar uma motocicleta, possam com segurança desfrutar dessa saudável atividade.


Fonte: http://www.motoseguranca.com.br/

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

VALE A PENA VER DE NOVO! "SUA VIDA VALE 1 SEGUNDO...?



Ao presenciar um acidente com uma moto ao cruzar um sinal , vi que muitos acidentes podem ser evitados. Para pessoas que usam suas motos para ir ao trabalho como eu, estão mais sujeitos a acidentes no dia a dia do transito, vejo muitos acidentes em cruzamentos sendo que 90 por cento deles sempre são com motos.
Você passa e lá está a moto estirada no chão, muitas vezes com vitimas fatais e quase sempre com o mais fraco... o condutor da motocicleta. Na correria do trânsito não observamos um simples detalhe que poderia evitar muitos acidentes; A cor amarela no sinal siginifica ATENÇÃO, avisando para o motorista que o sinal está para fechar e que voce deve ir reduzindo a velocidade.
Mas não é o que acontece, o motorista ao avistar o sinal amarelo tem o péssimo hábito de acelerar para aproveitar o sinal aberto, é nesta hora é que acontece os acidentes, porque o sinal está amarelo para você, mas ao cruza-lo provavelmente já está vermelho para você e verde para o outro veiculo que não irá prestar atenção se vem alguém ou não, logo acelera porque o sinal para ele está verde, o que acontece a seguir é uma batida entre dois veiculos, que os condutores acabam em discusão a respeito da cor do sinal, quando não há vitimas fatais. Isto também vale para os atuais sínais com efeito regresivo na cor VERDE E VERMELHO. Então eu acho que devemos prestar mais atenção a este detalhe porque por 1 SEGUNDO você pode perder sua vida, ao avistar um sinal amarelo ou no último ponto do verde, pense melhor se vale a pena fazer uma ROLETA RUSSA ao cruza-lo, porque sua vida VALE MAIS QUE 1 segundo.




Texto: VALDECI TABORDA Presidente do BROKK MC - RECIFE/PE

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

MODIFICAÇÕES PROIBIDAS


 
O crescimento do mercado de Duas Rodas no Brasil é um fato. Com tantas motos nas ruas, os motociclistas customizam suas máquinas para que se diferenciem das demais, porém, saber exatamente o que modificar requer pesquisa nas leis do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). Muitas vezes a simples instalação de um acessório como um escapamento esportivo, pode deixar sua moto fora das normas.

As normas para essas modificações são regidas pela resolução nº 292 do Contran. Inclusive, recentemente houve algumas inclusões nessa resolução. Abaixo algumas modificações que são proibidas em motos:

Utilizar rodas/pneus que ultrapassem os limites externos dos pára-lamas do veículo;

Aumento ou diminuição do diâmetro externo do conjunto pneu/roda;

Substituir o chassi ou monobloco de veículo  chassi ou monobloco, nos casos de modificação, furto/roubo ou sinistro de veículos, com exceção de sinistros em motocicletas e assemelhados;
 
A instalação de fonte luminosa de descarga de gás, excetuada a substituição em veículo originalmente dotado deste dispositivo. Para modificações extremas o proprietário terá mais trabalho. São 3 passos para conseguir rodar com a moto totalmente modificada e legalizada:
 
1) Comparecer ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito) local e solicitar autorização para as alterações planejadas.
 
2) Após a realização das modificações, o proprietário deve seguir com a moto para uma das oficinas credenciadas pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) para inspeção. A lista das oficinas está no site do instituto.
 
3) Se aprovado o veículo com a modificação, o prorietário deve voltar ao Detran do seu estado para a obtenção do número do Certificado de Segurança Veicular (CSV), que é registrado no campo das observações do Certificado de Registro de Veículo (CRV) e do Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV).
 
 
Fonte: Resoluções nº 292, nº 319 e nº 382; Deliberação nº 75; e Portaria nº 25

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

VALE A PENA VER DE NOVO "O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO"


O comportamento natural de um motociclista ou triciclista iniciante, ou até mesmo de algum com uma certa experiência em duas ou três rodas, que queira participar do movimento motociclista de moto clubes e moto grupos, deve ser o de identificar um grupo onde ele tenha amigos que sejam integrantes ou afinidade com os seus bons valores e iniciativas. Participando destas iniciativas do grupo identificado, pode-se ter uma primeira impressão e promover uma aproximação para saber das intenções com relação ao ingresso de novos integrantes e quais são as normas e procedimentos para realizá-lo, que variam muito pouco entre a maioria dos grupos.

O período de iniciação do novo integrante do grupo, no qual ele recebe o status de PP, ou até mesmo o status de meio patch ou meio escudo adotado por alguns, deve ser utilizado tanto pelo entrante como pelos outros membros do grupo para se certificarem que ambos estão em sintonia com os direitos, deveres e razão de pertencer a este grupo.

Em geral, todos os verdadeiros moto clubes e moto grupos são receptivos à novos integrantes, mas bastante exigentes e cuidadosos na sua admissão.
Toda esta falácia, embora pareça, não está "pra ensinar o Pai Nosso para o vigário", não está pra ensinar motociclistas experientes em como acontece ou deve acontecer o ingresso de novos integrantes.

Queremos descrever sobre um fato que muito nos preocupa, à todos, e diz respeito ao "milagre da multiplicação" de MCs e MGs, ou que podemos definir talvez como MC e MG familiar, composto pelo Pai presidente e Mãe vice-presidente.

Incorporamos a esta discussão a excessiva mudança de integrantes entre diversos MCs e MGs.

Não somos críticos ao surgimento de novo MCs e MGs, dos que surgem embasados por uma razão de ser motociclista de um grupo, com anseios de coexistir com todos os outros grupos no sentido de irmandade e todos os seus preceitos.

Como encontrar "o porquê" de que mesmo com todas as exigências e cuidado para ingresso num MC ou MG, motociclistas continuam a desistir e alimentar o "milagre da multiplicação" ou sair a procura de um outro?

Não encontramos exatamente, mas sabemos que na sua grande maioria os MCs e MGs são muito semelhantes e que os problemas que causam este afastamento são de pequena ordem, alimentado por intrigas e incompreensões de ambas as partes.

Portanto, a criação ou mudança de MC ou MG não é a solução, que pode estar numa maior tolerância das partes neste intento e promover a renovação da razão de ser motociclista e existência do MC ou MG que um dia foi cumpliciada.

Caso contrário, como o ano tem apenas 52 semanas e todo MC e MG adota um deles pra empreitar o seu evento, vai faltar motociclista pra participar.
Isto sem relatar o monte de outros problemas do "milagre da multiplicação" e vulgarização de MC e MG.

Vamos olhar com mais compreensão para os nossos integrantes, MCs e MGs e fortalecer o nosso movimento.

Texto: Site Riders Of Freedom
Lennon - Motociclista Consciente - Luau - Angola / Congo.
Fonte: Revista Motoclubes

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

COMO UM MOTO CLUBE DEVE SER!

 
Olá amigos achei essa postagem muito interessante e que nos representa muito bem e interessante pra todos os membros e pessoas que pensam em entrar no moto clube ou apenas simpatiza com o moto clube!

Motoclubes são à primeira vista grupos de amigos que compartilham o mesmo amor pelas motocicletas. Mas quem os conhece por dentro sabe que não são só isso. E a tradição vem nos mostrando que alguns deles são muito mais. São a manifestação da irmandade.
Um motoclube digno do seu brasão precisa ter:

Lealdade

A lealdade de seus membros ao grupo tem que vir em primeiro lugar. Precisa haver um claro compromisso com o grupo. Tem que se dar sempre prioridade a um membro em qualquer caso.
Claro que isso não quer dizer que se fique fechado ao grupo. Quer dizer simplesmente que se você está criando um grupo, espera-se que seus membros sejam mais importantes pra você do que quem não faz parte dele. Quem você auxiliaria primeiro, alguém da sua família ou um estranho ? Assim deve ser um MC.
Também se espera que se priorize a convivência com os membros do MC, criando assim uma proximidade e uma união de todos.

Honra

Motociclistas que participam de MCs devem dar o exemplo. Exemplo de como é viver sob o lema “Live to Ride, Ride to Live” (“viva pra rodar, rode para viver” em tradução livre). Rodar está ligado a experimentar, conhecer, viajar, não ficar fechado em si e sim procurar se integrar com outros povos, outras culturas, outros conhecimentos além dos que estão acessíveis imediatamente e com a própria natureza, à qual estamos tão conectados em uma motocicleta. Isso não quer dizer abrir mão se sua própria cultura ou individualidade. Quer dizer se enriquecer com a experiência. Essa experiência de vida deve ser mostrada por um equilíbrio, respeito, vida correta, digna da experiência de vida superior que é viver sendo motociclista.

Motoclubistas precisam ser um exemplo para a sociedade, para suas famílias e no seu trabalho. Precisam demonstrar honestidade, caráter, lealdade, conduta ética e moral. Como se pode criar uma irmandade com uma pessoa que demonstra claramente em várias de suas atitudes a sua falta de caráter ? Como diz o ditado, quem faz um cesto faz um cento. Como vamos poder confiar em uma pessoa que tem um caráter seletivo ? É extremamente honesta e leal para umas coisas e totalmente canalha em outras ? Por isso os membros de um MC precisam ter um compromisso com a ética e com uma conduta reta. Todos somos humanos, estamos sujeitos ao erro, mas uma coisa é errar, outra é achar que o erro é a forma correta de se viver.

Um por todos e todos por um

Ninguém é mosqueteiro, mas esse lema cabe como uma luva para MCs. Há que ser unido. Se um membro do MC tem um problema, todos têm um problema.

Escolha rigorosa dos membros

O processo de aceitação em um MC tem que ser rigoroso. Para que haja um sentimento de irmandade, precisa haver confiança. Sem uma convivência e proximidade durante algum tempo não se conhece ninguém. Aliás conhecer alguém é sempre uma coisa bem difícil, porque todos nós passamos por muitas fases, algumas vezes complicadas. Então há necessidade de saber se a pessoa que estamos aceitando como irmão não vai denegrir nosso nome. Credibilidade demora anos para ser contruída e segundos para ser perdida.

Funções bem definidas

A hierarquia é essencial em qualquer grupo humano. Não há organização sem ela. Sem que existam membros com disposição de trabalhar, organizar, gastar dinheiro, gastar tempo para correr atrás do que necessita ser feito, não há MC que consiga crescer e se manter. Precisa haver uma consciência de dedicação ao grupo.

Liderança firme

A liderança firme e pró-ativa em um MC (e em qualquer grupo humano) é a chave para que se possa manter o grupo unido, ativo e resolver os problemas rapidamente. Um presidente de MC que espera que os membros atuem por ele ao contrário de cumprir sua obrigação de manter o MC unido, ativo, participativo da cena motociclística local e em crescimento é somente um fardo para o MC e estará contribuindo para o declínio do grupo. Espera-se de quem está no lugar de liderar que faça justamente isso: lidere.

Participação

Espera-se que um MC seja capaz de participar dos eventos de motociclismo que ocorrem regularmente. Para isto precisa haver recursos. Precisa haver material de cortesia para troca entre MCs como adesivos e camisetas, precisa haver material de divulgação, precisa que exista material para criar um box em encontros, eventos beneficientes e outros tipos de eventos que venham a ocorrer. Enfim, precisa existir estrutura.

Dinheiro

Precisa haver uma tesouraria bem organizada, precisam existir mensalidades capazes de dar conta de se manter uma sede, o material que o MC possui, um local onde possam ser realizadas reuniões e eventos. Motoclubes têm despesas que precisam ser financiadas pelos seus membros. Mais uma vez reforço que tem que haver compromisso e o compromisso se faz presente também de forma financeira. Há que haver rigor neste ponto, pq dele depende a continuidade da existência do MC. Se houver o caso em que um membro do MC não esteja podendo arcar com as despesas em algum tempo, deve ser tratado como um irmão e o caso deverá ser resolvido auxiliando no possível. Ninguém deve ser excluído por este motivo, mas também não deve ser tolerada a falta de compromisso com o MC.

Respeito pelos símbolos do MC

Os símbolos do MC (brasão, bandeira, botons, camisetas, etc) representam o sentimento de seus membros pelo grupo. Precisam ser valorizados e respeitados pelos membros do MC e há que se exigir respeito de todos por eles. São como a bandeira de um país. Há que ter respeito.

Prezar pela segurança

Motoclubistas rodam muito, por isso é absolutamente essencial que se preze pela segurança adotando procedimentos já amplamente conhecidos. Roupa adequada, que guarneça as partes mais frágeis. No mínimo botas que guarneçam os tornozelos e luvas resistentes. Quando em grupo precisa manter a conhecida formação zigue-zague, entre outros procedimentos que devem ser conhecidos por todos.

Tradicionalismo

Motocilistas devem ser fiés à sua cultura e tradições. Motoclubes têm por tradição usar coletes com seus brasões, de acordo com as regras de seu MC, ouvir rock e/ou heavy metal, viajar juntos, viver despojadamente, usar couro (não necessáriamente animal, existe couro sintético de boa qualidade atualmente), usar tatuagens, entre outras coisas.

Várias destas coisas, tiveram origens diversas, mas vieram se integrando à cultura motociclística ao longo dos anos. Para que sejamos uma classe precisamos de ter uma cultura própria. Quem sabe um dia não seremos um povo ? Seria um povo muito bom! :)

Ausência de formalismos

Motocilistas precisam enfrentar chuva, frio, neve, pistas esburacadas, óleo e detritos na pista, animais, motoristas e outros motociclistas irresponsáveis e toda sorte de situações inesperadas. A roupa que um motociclista usa deve ser adequada a esta realidade.

Roupa excessivamente formal não combina de forma alguma com motociclismo, assim como não combina com a coragem de enfrentar a vida como ela se apresentar.

Isto que eu apresentei não é final. Talvez tenha esquecido vários pontos que poderiam ser interessantes para um bom MC. Mas acredito que um MC que tenha as características que eu mostrei já está em um muito bom caminho.
Espero que possa inspirar motociclistas e motoclubes a dar o exemplo de como é ser motociclista.

por Nelson Teixeira

aocontrario.com

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

VALE A PENA VER DE NOVO "ORGULHO E PRECONCEITO"


Caros companheiros de jornada, usuários de veículos de duas rodas, blogueiros, amigos, gente diversa e versada em discutir sobre usar e comprar motocicletas, e sobre relacionamento em grupo.

Sempre me pergunto porque tanta gente se ocupa em taxar e acusar outras pessoas, tomando como referência sua própria visão de mundo. Só porque você não concorda ou não acredita em algo, não significa que outra pessoa com o mesmo nível intelectual (ou mesmo financeiro) não possa.

No meio moto ciclístico, ao qual tenho voltado minha atenção ultimamente por fazer parte dele, é como todos os outros agrupamentos: nós de dentro temos uma visão, os outros, de fora, uma visão diferente.

Digo diferente, porque entendo que cada pessoa enxerga o mundo de um jeito, seu, único, particular. Daqui do alto do banco da minha motocicleta, posso entender que as pessoas achem que andar sobre duas rodas é algo extremamente perigoso. Entendo e até admito que alguns de nós tornamos o pilotar uma atitude perigosa. Mas existem negligentes em todas as áreas, ou ninguém nunca ouviu falar de “erro médico a terra cobre”?

Parafraseando o grande José Saramago, “todo pássaro come trigo mas só o pardal que tem a má fama”, existem motoristas barbeiros desde a invenção das carruagens, mas só os motociclistas é que são pilotos imprudentes, marginais, “cachorros-loucos” causadores de acidentes?

Cheguei atrasado no trabalho devido ao choque de três veículos, todos de quatro rodas. Então, não dá para culpar e punir apenas os condutores de motocicletas, partindo do principio de que todos podemos prevenir e até evitar um acidente. Mas o senso comum consegue conferir mais características negativas para contribuir com o preconceito da população em relação a nós motociclistas.

Um trabalho feito em parceria com as escolas de ensino fundamental, de pintura dos muros para cobrir a pichação e o vandalismo, foi recentemente confundido com “apologia a violência” e tentou, sem sucesso, denegrir a imagem de um Moto Clube. Sem conhecimento e totalmente despreparado para criticar que quer que seja, foi sumariamente desmentido pela Secretaria de educação, após muitos protestos de nossos companheiros.


Coisas assim são comuns. Notemos que as pessoas perdem tempo em criticar as características pessoais e não profissionais. Por exemplo, sempre questionam a vida privada dos artistas, mas não se questionam se o trabalho deles influencia negativa ou positivamente a educação infantil.

Enfim, são atitudes como essa que demonstram como a educação no Brasil deve melhorar. Quem não tem conhecimento não tem perspectivas.
 

Quanto a mim, eu ando em bando enquanto puder andar.


TEXTO: Joel Gomes.