quarta-feira, 27 de junho de 2012

ACEITA UMA VOLTINHA?


Então nos acha velho e cheio de ferrugem né?
aceita uma voltinha conosco!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

UM POUCO DE CONHECIMENTO



Nas décadas de 40 e 50 o motociclismo no Brasil começou a mudar seu perfil; antes representado por solitários amantes das duas rodas, começou a se organizar em pequenos grupos que passaram a rodar juntos, a programar viagens, a se reunirem em locais simples para conversas informais ao redor de churrasqueiras, regados por cervejas geladas.

De certa maneira, James Dean, no filme que retratava um grupo de motociclistas que viajava por pequenas cidades norte americanas, disputando troféus em competições de rua, serviu de marco aos motociclistas do lado de cá do Atlântico, e os primeiros grupos começaram a se formar.

De início, com suas roupas de couro negro, suas motos com cromados reluzentes e ruidosos escapamentos, e a aparência desleixada dos que amam a liberdade e negam os padrões burgueses das classes dominantes, passaram a serem vistos como marginalizados; entretanto, seguros em seus princípios éticos e morais, convictos de suas escolhas, resistiram às pressões, e os grupos se fortaleceram e se firmaram dentro da cartilha cultural do nosso país.

Os primeiros grupos de motociclistas aqui formados, ao perceberem a força que representavam, resolveram adotar para si, nomes que aludiam aos seus “modus vivendi, e começaram a se organizar na forma de motoclubes. Os primeiros motoclubes brasileiros, compostos por homens dotados de rígidos padrões éticos e morais, caracterizaram o segmento pela honradez e virilidade de seus integrantes, enobrecendo o motociclismo em nosso rincão, e conquistando um lugar definitivo em nosso cenário cultural.

Com o passar do tempo, e com o aumento expressivo do número de condutores de motocicletas aqui no Brasil, não tardou para que as classes dominantes despertassem para o potencial de faturamento que o novo filão representava, e não perderam tempo; montadoras se instalaram em nossos domínios, espalhando motocicletas por todo canto. As financeiras avançaram, e qualquer um pode hoje possuir uma motocicleta. É um direito de cada um, possuir o que lhe agrade, ou que lhe atenda às necessidades profissionais, enfim, é um direito de qualquer um possuir uma motocicleta, desde que esteja real e integralmente habilitado para tal, pois não é um veículo para irresponsáveis e inconseqüentes, em virtude dos riscos que transporta sobre sua cela, e das letais conseqüências do mau uso que se faça dele.

Com as facilidades para aquisição de uma motocicleta, e com o resultante aumento do número de condutores desses veículos, junto da assustadora estatística de acidentes fatais, veio o desenfreado e descontrolado crescimento do número de motoclubes, hoje espalhados por todo o país.

Sempre atentas às oportunidades, as classes dominantes, através de associações de motociclistas, de federações, de políticos oportunistas, de organizadores de eventos sedentos por cifrões, pousaram seus tentáculos sobre o segmento, e ajudaram a viabilizar a bagunça que hoje impera em nosso meio motociclístico; motoclubes com nomes desrespeitosos, e com inexpressivos números de integrantes, nascem hoje e morrem amanhã; condutores de motocicletas, não habilitados, completamente despreparados para singrar estradas, ostentando escudos nas costas de seus coletes, escudos que são distribuídos por alguns motoclubes sem a observância de nenhum dos critérios básicos, quase que vendidos em bancas de jornais; integrantes de motoclubes, desprovidos de quaisquer princípios morais, alheios aos códigos de ética e de honra que residem nos espíritos dos verdadeiros bikers, se acreditando motociclistas apenas pelo fato de envergarem um colete de couro com um escudo barato às costas, algumas tatuagens nos braços, e postura de bad boy; eventos motociclísticos que não dedicam o menor respeito aos bikers visitantes, focados apenas no faturamento, na prática de preços abusivos, em detrimento da infra-estrutura mínima devida aos que se deslocam várias milhas para prestigiá-los, na esperança de um papo manso e informal com os amigos, longe do ronco estridente e dos estouros dos escapamentos das motos esportivas dos filhinhos de papai, cuja diversão consiste em perturbar a dos outros; em resumo, a coisa vai mal, e as associações e federações nada fazem se calam, pois os interesses políticos gritam mais alto que os nossos.

Chegou a hora de nós fazermos alguma coisa em favor das tradições, por isso estamos plantando a semente do que intentamos ser a primeira entidade séria na defesa dos interesses dos verdadeiros bikers em nosso país, e para isso contamos com a colaboração dos motociclistas sérios, no sentido de se unirem a nós nesta empreitada, participando ativamente no projeto.



Fonte: www.liganacionaldebikers.blogspot.com

segunda-feira, 18 de junho de 2012

COMO NASCE UM BIKER E AS MANGUEIRAS DO INTANKE AIR DO COLETOR

Caros amigos, companheiros de jornada, amigos de moto clube, usuários de veículos de duas rodas, gente diversa e versada em discutir sobre como desfrutar da motocicleta, e de como consertá-la as vezes, das viagens e dos relacionamentos em grupo, e de nós que driblamos os problemas da vida andando de motocicleta, bem vindos a vida.

Eu me atrevo a falar de nascimento em pleno dia dos namorados para registrar a minha decepção com alguns seres humanos. Sim, a minha cadela, Libra, quase nunca me decepciona. Já das assistências disponíveis no Brasil, não é possível dizer o mesmo. Todas elas. Desde a assistência social aos pós-venda, grande empecilho a compra de um produto que parece muito bom, porém recém-lançado, se mostram ineficientes ineficazes e refletem no mal atendimento os baixos salários.


Dentro de mim, que sequer consegue segurar uma chave de fenda e desprender um parafuso, está nascendo um Biker. Informalmente, posso dizer que ser um cara desses faz de você alguém que tem conhecimento, know-how, e pode ele mesmo consertar sua motocicleta. Até modificá-la se assim o desejar.

Não que eu tenha chegado num estado assim tão avançado. Estou em minha segunda motocicleta, não entendo nada sobre elétrica, estou livre de padrões de estética-moda-estilo, e os problemas de coluna me colocam no lugar de uma criança em desenvolvimento: incapaz de carregar qualquer peso. Alem disso a mecânica me é tão intocável quanto a estatística.

Mas quando você faz as manutenções corretas em sua motocicleta, presume-se que não haja grandes desgastes. Ate o momento em que dois rolamentos que realmente precisam ser trocados possam lhe custar ¼ do seu salário, e você cai na real: Deve ter algo que você mesmo possa fazer para que o custo de manutenção diminua. E não importa se falamos de uma cinquenta cilindradas ou uma hayabusa.

Lembro também de um conto, acho que do Paulo Mendes Campos, que tratava da busca por uma oficina que resolvesse o problema do seu carro, onde cada uma das oficinas consultadas encontrava uma solução paliativa diferente. Ate o momento onde ele mesmo decide procurar o defeito consultando o manual e os livros de um cursinho de mecânica por correspondência que ele fez a muitos anos, encontrar um fio fora do lugar, colocá-lo, e o defeito do carro não voltar a aparecer.

Não foi esse exatamente o meu caso, mas, ao baixar um manual para manutenção da minha Kansas 250 eu percebi que não precisava comprar duas das cinco peças que me foram solicitadas. Ate o som do ronco do motor mudou. Eu posso trocar peças, apertar parafusos, limpar as partes pelo lado de dentro. Não há tantos mistérios assim.

Emendar uma mangueira um pouco gasta parece-me mais fácil do que colocar um pedaço de outra mangueira em “ligação direta”, posto que o espaço para se fazer isso é bem pequeno. E eu não sei como alguém que trabalha consertando motocicletas tem esse excelente ideia: uma das duas mangueiras do coletor estava gasta, então, vamos desconectar as duas e colocar um pedaço em ligação direta, pois assim não fará barulho e o cliente não vai perceber...

Mas eu sou inteligente e me orgulho disso. E mesmo já tendo comprado a motocicleta com essa maravilhosa adaptação técnica, as duas mangueiras soltas sempre me inquietaram. Não parecia lógico que uma motocicleta fabricada a apenas três anos tivesse partes que se soltassem e não causassem nenhuma mudança.

Quando comecei a tentar resolver os problemas dela foi por não entender como uma esponja circular pudesse custar oitenta reais. Mas depois de hoje, depois de ler o manual, de limpar e instalar novamente o coletor, de regular o parafuso do carburador, eu vejo que o usuário tem de entender alguma coisa. Tem que, ao menos, saber onde é o local das peças, por que se alguma soltar, ele mesmo poderá substituir.

No ritmo de vida que levamos, casa-trabalho-faculdade-casa, fazer você mesmo manutenção preventiva em seu veiculo me parece pouco provável. Mas se você não compra um jogo de chaves hallen e retira uma vez na vida a tampa do pinhão, ou mesmo do filtro de ar, não vai nunca saber que a limpeza dessas partes pode ser feita por você, de uma maneira rápida, com água, detergente e um trapo.

Acordei todo quebrado, com dor nas costas, no ombro direito e nos dois punhos, mas quase satisfeito. E a ideia de escrever este texto foi por que alguns falam que minha motocicleta não está sendo cuidada devidamente, talvez por que eles mesmos já passaram pela fase que acabo de entrar: a da descoberta do que tenho na garagem, assim como uma criança que descobre o próprio corpo, naturalmente.


Joel Gomes – acadêmico das ciências sociais, do motociclismo e do moto clubismo; biker em formação; colaborador e membro do Brokk MC, para o blog Sem Fronteiras (jotagomes@gmail.com)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PARABÉNS A TODOS OS APAIXONADOS, "MESMO QUE ATRASADO"

Com você na motocicleta.


Antes de ser um triangulo amoroso, a paixão entre ambos e ambas paixões por ela, nos transformam em eternos e cúmplices enamorados.
Enfeitiçados por uma vida de viagens e aventuras, puro fortalecimento pra dura labuta do dia-a-dia.
Nas tristezas e alegrias. No recomeço, sempre, a caminho do infinito horizonte.
Na busca do pôr do sol ou na espera do seu renascer.
Paixão testemunhada pelo vento, céu e montanhas.
Iluminada pela lua e estrelas em dias da mais completa escuridão.
Divina união sobre duas rodas, fazendo de nós um só corpo, uma só entidade.
Capaz de enfrentar tempestades em adversas condições.
Até o mais límpido e claro céu azul.
Enamorados por uma pura e imensurável paixão.
Entre nós, natureza e semelhantes.
Vivida a cada ínfima medida das muitas estradas percorridas.
Na ansiedade pela próxima viagem e aventura.
Que renova a todo o momento esta paixão de viver os mais improváveis destinos.
Que renova o sentido e razão de seguirmos sempre juntos.
Que renova a nossa paixão, expressão maior do nosso amor.
Com você na motocicleta, e sobre ela, num só corpo,
numa só entidade, somos eternamente enamorados.


Autor: Reinaldo Brosler

segunda-feira, 11 de junho de 2012

COLOCOU PIERCING OU FEZ TATUAGEM? SAIBA O QUE O MERCADO PENSA DE VOCÊ!

Se no passado o uso de tatuagens e piercings era excessivamente mal visto por recrutadores e empresários dos mais diversos segmentos, hoje a situação já não é mais a mesma: os desenhos e ‘brincos’ passaram a ser considerados verdadeiros adereços pessoais, servindo, por vezes, para identificar um pouco mais do perfil profissional de quem se candidata à uma vaga de emprego.


E é aí que mora o problema, afinal, nem sempre uma tatuagem ou piercing, por mais discretos ou exóticos que possam ser, conseguirão agradar a todos.

“Os recrutadores avaliam primeiro as competências do candidato e, posteriormente, sua imagem. O profissional com um perfil como esse pode ser muito bem aceito em uma agência de publicidade, mas nem sempre em outros segmentos, pois muitas companhias ainda têm uma visão equivocada destas pessoas, atribuindo a elas uma certa rebeldia”, diz a especialista em Soluções de RH da De Bernt Entschev Human Capital, Aline Lumi Takushi.

Mas será que apenas observando uma imagem é possível obter dados do perfil de um candidato? De acordo com a psicóloga, Clarice Barbosa, sim, mas essa conclusão apenas será válida se for obtida após uma série de entrevistas que ajudarão a traçar outros aspectos do profissional.

“Quem está avaliando deve evitar o pré-conceito, os esteriótipos e checar, primeiramente, se o candidato está dentro dos padrões exigidos pela companhia. Após uma série de entrevistas e dinâmicas, aí sim, ele poderá ter o seu perfil traçado”, explica.

Como eles veem


Aprovado no quesito competência, o profissional pode então ser avaliado por sua imagem. E não há como negar: uma imagem ainda vale mais que mil palavras. “Se o candidato se apresentar em uma entrevista com suas tatuagens cobertas, isso contará pontos positivos.

A atitude mostrará que o candidato tem consciência, critério e que sabe como certas imagens podem não ser tão bem aceitas pelos demais”, diz Clarice.

Mas e se o desenho for grande demais? Neste caso, a avaliação é outra. “Tatuagens em excesso e muito expostas podem indicar uma vontade desse profissional de atrair o olhar para si, de chamar a atenção do outro. É como se o ele buscasse reconhecimento de um grupo ou, dependendo do conteúdo do que está desenhado, mostrasse a sociedade o que ele gostaria de ser e não é”, explica Clarice.

Segundo ela, em muitos casos as pessoas apresentam desenhos que se tratam de projeções, ou seja, formas de tentar mostrar algo que elas gostariam de ser.

“Ter uma imagem agressiva não significa que ele é violento, mas sim que o colaborador quer passar a imagem de um indivíduo rebelde, transgressor. No fim das contas ele pode se revelar uma pessoa conservadora, que aceita as regras e que é até submissa”, avalia a psicóloga.

Positivo x Negativo


Mas nem sempre essa inversão de valores é verídica. “O tamanho da imagem ou a quantidade de desenhos e piercings podem também demonstrar um verdadeiro aspecto agressivo que deve ser melhor investigado, mas que nem por isso desclassificará o profissional”, diz o consultor da Muttare, Marcos Zimmerl Moreno.

Segundo ele, alguém com um perfil mais agressivo costuma ser muito bom em empresas meritocráticas, na áres de vendas ou em outros segmentos em que esse comportamento seja desejado.

Além disso, um profissional com esse tipo de desenho também pode se destacar por outras características positivas. “Ele pode ser criativo, inovador, liberal e questionador”, complementa Clarice.

Áreas mais aceitas

Para facilitar a entrada de tais candidatos no mercado, os mesmos devem tentar procurar oportunidades em companhias onde seu perfil seja aceito com mais facilidade. Um exemplo de tais empresas são as agências de publicidade, propaganda, comunicação, artes, entre outras. Mas é bom lembrar: o fato da pessoa ter tatuagem ou piercing não significará que ela não possa conseguir um emprego em outros segmentos.

“Empresas com um perfil mais jovem ou que atendem um público mais novo costumam receber bem essas pessoas. Já as companhias mais conservadoras, como as ligadas ao direito e à medicina, nem tanto”, diz Moreno. ..


segunda-feira, 4 de junho de 2012

ORGANIZAÇÃO EM VIAGEM



No comboio, motociclistas assumem funções especiais para garantir segurança da viagem Quando um grande número de motociclistas se locomove junto, como numa viagem, a formação de um comboio é a melhor saída para manter a segurança do grupo. No entanto, para o conjunto seguir ordenado até o ponto de destino, é necessário que alguns pilotos assumam funções específicas, essenciais à segurança de todos. Para cada função, também existe um nome específico: Batedor, Âncora, Anjo, Metade do Grupo e Ferrolho. Saiba qual é o trabalho de cada um desses cargos.

É natural que cada moto clube tenha seu estilo de pilotagem. No entanto, em grandes viagens, é comum que vários grupos de motociclistas se unam. Aí, as formas de pilotar a máquina de duas rodas têm que se homogeneizar, distribuir funções dentro do comboio é uma maneira de manter a ordem e, consequentemente, a segurança. “Mas um empecilho é o fato de não ter um curso para formar as pessoas que terão funções especiais no comboio. Essa formação acontece no boca a boca, com os mais experientes ensinando aos mais novos”.

A primeira moto da formação é a do Batedor. “É ele quem cumpre a rota planejada por quem coordena a viagem. Ele também define as ultrapassagens e as paradas que não foram previstas”, explica. A segunda moto do comboio é a do Âncora. A publicitária Erika Rosa, 29, costuma exercer essa função. Conhecida como Viraguinho, por sua Yamaha Virago 250, ela fala que segura o comboio quando o Batedor precisa ir um pouco mais rápido. “Combinamos a velocidade em que o grupo deve seguir. Se o Batedor exceder esse limite, já sei que surgiu alguma necessidade e seguro o resto das motos naquela velocidade combinada. Dou liberdade ao Batedor”, afirma Erika.

A publicitária, que é vice presidente do Mulheres na Estrada e está no mundo do motociclismo há cerca de três anos, tinha outra função nos comboios antes de ser Âncora. “Há dois anos, eu era o Ferrolho, que geralmente precisa ter uma moto mais potente, pois pode haver a necessidade de alcançar o Batedor”, frisa Erika. Ela também conta que o Ferrolho evita a entrada de estranhos no comboio e mantém o grupo sempre unido, para não haver espaços vazios no meio da formação. Evitar “buracos” no comboio também é a designação no Metade do grupo.

Já quem tem uma função protetora na vida e no comboio é o vigilante Nadilson Walbert, 25, chamado de Leoroy. Envolvido com o motociclismo há três anos e integrante do Piratas Motoclube, ele é o Anjo, ou seja, aquele que servirá de apoio se a moto de algum integrante do comboio quebrar. “Se tivermos um problema desse tipo, sou responsável por avisar ao Batedor”, diz o dono de uma Honda Tornado 250.


Funções no comboio

Batedor - É a primeira moto da formação. Tem que cumprir a rota planejada pelos organizadores da viagem. Define as paradas que não foram previstas

Âncora - Fica logo atrás do Batedor. Segura o comboio numa velocidade predefinida quando o Batedor precisa ir um pouco mais rápido

Metade do Grupo - Mantém o grupo sempre unido, para não haver espaços vazios no meio da formação

Anjo - Se a moto de algum integrante do comboio quebrar, é o Anjo que deverá ficar como moto de apoio, esperando a manutenção

Ferrolho - Evita a entrada de estranhos no comboio e não deixa que “buracos” apareçam no meio do grupo