quinta-feira, 4 de março de 2010

SOU MESMO MOTOCICLISTA?

“... Admiro aqueles que se orgulham de ser motociclista, vivem o verdadeiro espírito da coisa. Possuem seu moto clube impondo o respeito e a responsabilidade...”

“... Sabe por que é bom ser motociclista? Pra mim é uma forma diferente de vivenciar coisas fora nosso bom e sofrido dia-a-dia, é companheirismo, verdade e partilha. É sorrir com os amigos, é compartilhar aventuras, vivência!”

“... Todo motociclista que se preze sabe que não é motociclista porque resolveu ser. Existe uma raiz que o fez assim, independente de tempo, de seu dia-a-dia... Existe dentro de si um espírito de estrada, companheirismo, alegria, liberdade e tantas coisas boas a mais...”

Dentre os muitos conceitos do que é ser motociclista, citei acima uns trechos que eu mesma já escrevi em textos anteriores que resume pelo menos o essencial, que se você não se encaixa ou não possui essas características, não ta muito pra motociclista, não. Opinião minha, certo?

Acabei de ler um texto escrito por Marcelo Conegundes (MC Os últimos Cangaceiros - PE) no site deste MC e fiquei boba pela situação retratada por ele com relação ao comportamento de muitos “motociclistas”. Indo até o site deles poderá ler na integra o texto que se encontra na página inicial.

Resumindo o texto, por problemas que foram surgindo na ida e volta de Caruaru e Bezerros (e suas respectivas festas) neste último fim de semana, nosso amigo Ely Obelix (MC Vira-Latas Estradeiros – PE) ficou literalmente “na mão” com seu trike na volta à Recife. O s vários problemas desencadearam a parada total do seu triciclo. Por sorte estava com o Naza (MC Os Últimos Cangaceiros - PE) como carona e acompanhado pelo resto do bando, no qual estes lhe deram devido apoio, atitude característica de um motociclista consciente e sábio em seus deveres como tal.

Minha “revolta” é exatamente porque os muitos “motociclistas” que passaram por eles na estrada vindos do mesmo destino simplesmente não pararam para pelo menos perguntar o que havia acontecido, pelo menos isso. Mas nem isso aconteceu. Para “salvar a pátria”, apenas os MC Apoana (João Pessoa – PB) e Cacique (Recife – PE) que pararam e ofereceram suas ajudas.

Não é porque foi o Ely, um cara conhecido e referencial no meio motociclístico, mas sendo ele ou qualquer outro, o dever de um bom motociclista é estar atento aos companheiros, parceria, amizade. E como disse o caro Marcelo em seu texto retratando o acontecido, “... a filosofia do motociclismo nos ensina que não se deixa um irmão em dificuldade na estrada...”. É obrigação, consciência e dever.

É isso, escrevi aqui minha opinião sobre o acontecido devido ao que aprendi e continuo aprendendo sobre o motociclismo, e não é assim que se deve agir diante desta situação em destaque e de muitas outras ocorridas por aí afora nas estradas ou não com nossos irmãos amigos, sendo indiferentes ao que se passa ou tomando atitudes desprezíveis.

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