sexta-feira, 8 de abril de 2011

COMO IDENTIFICAR DEFEITOS, DOUTOR?


Todos os mecânicos têm suas maneiras de identificar os defeitos pelo barulho do motor.

Texto: Carlos (Bitenca) Bittencourt

Há quem diga que só pelo som, um mecânico experiente diz qual é o defeito e invariavelmente acerta o diagnóstico, porque em cada motor, cada peça móvel produz um ruído característico do movimento que ela faz e do atrito que produz.


Se for suave, denota um deslizamento uniforme e perfeitamente normal mas se for cheio de sons de arrasto ou como se estivéssemos amassando papel de alumínio, aí as coisas já se complicam. Outras peças que têm a função de produzir movimentos de vai-vem, deslocando outra peça, como uma válvula, por exemplo ou uma biela. Nesses casos o ruído já apresenta outros sons que identificam batidas que indicam folgas que podem ser normais ou excessivas, de acordo com o nível e altura do som. Equipamentos podem ajudar para esse tipo de diagnóstico, com eles podemos evitar conseqüências mais graves e mais caras na hora dos reparos, pois um desgaste pequeno de uma peça já pode ser detectado antes que produza marcas profundas nos componentes adjacentes e se contaminar o lubrificante do motor então, nem se fala. Passa para todo o resto como o tal sangue ruim, cheio de doenças.


A Chave de fenda encostada no ouvido e apoiada numa peça duvidosa faz o serviço, mas fica inadequada se queremos uma identificação mais precisa do defeito. Pode-se então utilizar um estetoscópio especial, que mostra melhor as características acústicas necessárias para a identificação da peça defeituosa. Ainda assim é preciso bastante prática para utilizar esse aparelho, pois o som das peças boas se mistura com o som das peças ruins e fica difícil diferenciá-las.


Existem uns aparelhos computadorizados feitos na Dinamarca usados em frotas de caminhões e outras máquinas que analisa as características do som da peça em funcionamento, compara com o espectro de uma peça boa e dá o prognóstico de horas de trabalho antes da reposição como manutenção preventiva, ou se for o caso indica a troca imediata do componente analisado. Utilizando o método mais simples e subjetivo, com o tempo e prática consegue-se um bom resultado, aprende-se a diferenciar o som da corrente do comando de válvulas batendo, da folga das válvulas presas ou folgadas demais, pinos de biela, rolamentos etc.


É como uma alternativa mais barata, um equipamento que faz o meio termo entre o estetoscópio de membrana e o sistema computadorizado da Brüell&Kjaër Dinamarquesa. Trata-se da sonda acústica PBTek, fabricada e patenteada no Brasil e que tem um transdutor eletro-acústico piezo-elétrico que transforma em sons os movimentos das peças refletidos nas carcaças do equipamento, eles são proporcionais à aceleração que tal ruído apresenta na peça, amplificados e reproduzidos num fone de ouvido, de forma que temos uma audição clara do som característico de um defeito e assim ir diretamente à fonte do problema sem fazer tentativas inúteis.



Fonte: www.motonline.com.br

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